Nesta quinta-feira (30), o Tribunal de Gênova condenou o vice-ministro da Infraestrutura da Itália, Edoardo Rixi, do partido de extrema direita Liga, a três anos e cinco meses de prisão por peculato e falsificação.

Aliado próximo do ministro do Interior e vice-premier Matteo Salvini, Rixi é acusado por irregularidades na gestão de reembolsos a integrantes da Liga entre 2010 a 2012, quando era líder do partido no Conselho Regional da Ligúria.

De acordo com a denúncia, o vice-ministro fez repasses para seus colegas de partido sem garantir que as despesas eram realmente justificáveis. Viagens de seus colaboradores com recibos em nome de outros conselheiros regionais e até despesas com ostras e jogos de loteria estão entre os gastos reembolsados.

O Tribunal de Gênova também determinou sua interdição perpétua de cargos públicos, mas ainda cabe recurso.

“Estou tranquilo, sempre agi pelo bem dos italianos. Conto com minha absolvição porque nunca cometi nenhum crime”, disse Rixi, que entregou sua carta de demissão a Salvini. “Para não criar problemas ao governo”, acrescentou. 

Já o ministro do Interior agradeceu a seu aliado pelo “incrível trabalho desenvolvido”.

“Há tempos tenho sua renúncia nas mãos e a aceito unicamente para protegê-lo e para proteger a atividade do governo de ataques e polêmicas sem sentido”, afirmou.   

Salvini ainda nomeou Rixi como responsável nacional de transportes e infraestrutura da Liga.

“Respeito as sentenças e conto com a absolvição no fim do processo, mas acho incrível que existam traficantes livres e prefeitos, administradores e parlamentares acusados e condenados sem nenhum traço de prova”, acrescentou.   

O caso de Rixi é mais que envolve a Liga nos últimos meses, embora o partido viva o seu melhor momento na história com a recém vitória nas eleições europeias na Itália. Há cerca de 15 dias, o prefeito de Legnano, Gianbattista Fratus, foi colocado em prisão domiciliar por causa de um inquérito por corrupção eleitoral e tráfico de influência. Dias antes, o governador da Lombardia, Attilio Fontana, havia virado alvo de investigação por abuso de poder na nomeação de um sócio para um cargo público.