A Prefeitura de Veneza aprovou nesta quinta-feira (26) um regulamento que coíbe a abertura de souvenirs “made in China” e lojas de moda de baixo custo na Praça San Marco ou no bairro de Rialto, dois dos pontos mais visitados por turistas na cidade.

As novas regras, que ainda precisam ser aprovadas pelo governo da Região do Vêneto, valerão por pelo menos três anos e têm como objetivo proteger a “autêntica identidade” do centro histórico de Veneza.

O regulamento estabelece que, nessas duas áreas, só poderão ser abertas atividades comerciais ligadas à moda de alto padrão, livrarias, galerias de arte, antiquários, lojas de design, objetos preciosos e artesanato ou oficinas de restauração.

Além disso, as lojas de artesanato artístico, categoria que inclui souvenirs, terão um prazo de seis meses para especificar na vitrine o lugar de produção dos itens expostos. A norma tem como meta combater as lembrancinhas feitas na China e vendidas a preços mais baixos do que aquelas produzidas na Itália.

A Prefeitura de Veneza vem adotando diversas medidas para enfrentar o turismo de massa, que provoca o esvaziamento populacional do centro histórico da cidade e o desaparecimento de atividades tradicionais.

As autoridades já aumentaram as multas contra comportamentos inadequados, como pular nos canais venezianos, e se preparam para instituir uma taxa para turistas que não pernoitam no centro histórico. (Ansa)