Epicentro foi na província de L’Aquila, já devastada por tremor no passado

Um terremoto de magnitude 4,4 na escala Richter atingiu na quinta-feira (7) a província de L’Aquila, no centro da Itália, já devastada por um abalo sísmico há pouco mais de 10 anos.

Segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), o tremor ocorreu às 18h35 (horário local), com epicentro a 14 quilômetros de profundidade e cinco quilômetros a sudeste da cidade de Balsorano, de 3,4 mil habitantes.

Não há notícias sobre danos ou vítimas, mas o terremoto foi sentido inclusive em Roma, 120 quilômetros a oeste de Balsorano e onde o serviço de emergência recebeu dezenas de chamadas de cidadãos assustados.

Em 6 de abril de 2009, um tremor de 6.3 na escala Richter devastou a cidade de L’Aquila, capital da província homônima, e deixou 309 mortos e 1,6 mil feridos. A Itália fica em uma região de intensa atividade sísmica, na junção das placas tectônicas africana e eurasiática.

O país registrou 23.180 eventos sísmicos apenas em 2018, o que representa uma média de um a cada quase 20 minutos. A área adjacente à Cordilheira dos Apeninos, espécie de espinha dorsal que corta a Itália no sentido norte-sul e onde fica L’Aquila, é a de mais elevado risco no país.

“Trata-se de uma zona de alta periculosidade sísmica”, disse o sismólogo Alessandro Amato, do INGV.

Réplicas do terremoto também atingem a região

A província de L’Aquila, no centro da Itália, registrou outras duas réplicas durante a madrugada desta sexta-feira (8). Os tremores deixaram os moradores da região assustados e diversas escolas foram fechadas.   

De acordo com o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), a primeira réplica aconteceu por volta de 00h19 (horário local) e teve uma magnitude de 3.5 na escala Richter, já menos de 15 minutos depois, um outro tremor sacudiu a região, mas de magnitude de 2.0. Ambos tiveram epicentro na cidade de Balsonaro.   

Até o momento, não há registros de danos ou feridos em decorrência das réplicas.   

“Se trata de um outro sistema de falhas, é uma área de alto risco sísmico. Nas últimas horas, eles foram registrados na àrea de sismicidade, com alguns pequenos choques e agora estamos vendo pequenas réplicas”, declarou Alessandro Amato, do INGV. (com dados da Ansa)