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Sergio Mattarella é reeleito presidente da República da Itália

30 de janeiro de 2022 - Por Comunità Italiana
Sergio Mattarella é reeleito presidente da República da Itália

Após quase uma semana de debates e seis turnos de votação sem alcançar um consenso, o parlamento italiano decidiu reeleger no último sábado (29) Sergio Mattarella para a presidência do país. Aos 80 anos, o atual chefe de Estado, que não era candidato, começará um novo mandato de sete anos.

Mattarella foi reeleito com 759 votos entre os 1.009 grandes eleitores (senadores, deputados e responsáveis regionais convocados para a votação). Ele aceitou iniciar um novo mandato diante do impasse político que se consolidou durante uma semana de debates intensos entre os parlamentares.

O processo, feito com votos secretos e sem candidatos oficiais, começou na segunda-feira passada (24). Apesar de todos os partidos políticos com representação no Parlamento, com exceção o Irmãos da Itália de extrema-direita, fazerem parte da coalizão do governo, a divisão reinou durante o pleito.

Apesar das negociações, poucos nomes se destacavam. Os representantes do bloco de direita se abstiveram em alguns turnos, enquanto os do bloco de esquerda votaram em branco várias vezes, confirmando a reputação da eleição presidencial italiana, muitas vezes comparada aos conclaves para escolher o novo papa.

Presidente tem papel secundário

O chefe de Estado tem um papel secundário na vida política italiana, já que o poder é concentrado principalmente nas mãos do presidente do Conselho, o equivalente do primeiro ministro, cargo ocupado atualmente por Mario Draghi. No entanto, o presidente tem o poder de dissolver o Parlamento em caso de crise, dá a última palavra na escolha do premiê e pode recusar o mandato se considerar que as coalizões de governo são muito frágeis.

O próprio Draghi chegou a ser apontado como favorito para substituir Mattarella, mas logo foi boicotado pelos grandes eleitores. Todos temiam que, em caso de vitória do presidente do Conselho, a complexa coalizão que ele dirige e que levou meses para ser formada desmorone, desencadeando eleições antecipadas, antes das legislativas previstas para 2023.

Reeleição racha bloco de direita na Itália

A Mattarella rachou o bloco de direita, que fracassou na tentativa de eleger um chefe de Estado do campo conservador. A principal força política do país atualmente é uma coalizão chamada pela imprensa local de “centro-direita”, mas que inclui só um partido moderado, o Força Itália (FI), de Silvio Berlusconi, e dois ultranacionalistas: a Liga, do senador Matteo Salvini, e o Irmãos da Itália (FdI), da deputada Giorgia Meloni.

Essa aliança governa a maioria das regiões italianas e detinha o maior número de votos no colégio eleitoral que escolhe o presidente da República (cerca de 450 de um total de 1.009), porém não se mostrou unida nos momentos decisivos que levaram à reeleição de Mattarella.

Ao longo das últimas semanas, a coalizão tentou emplacar diversos nomes do campo conservador, como o ex-premiê Silvio Berlusconi, o jurista Carlo Nordio, a vice-governadora da Lombardia, Letizia Moratti, e o ex-senador Marcello Pera.

A tentativa derradeira foi com a presidente do Senado, Elisabetta Casellati (FI), fiel aliada de Berlusconi e que, no quinto escrutínio, na última sexta-feira (28), obteve apenas 382 votos, muito aquém dos 450 que a aliança deveria ter no Parlamento.

O resultado expôs a fragilidade da coalizão e sua incapacidade de eleger um presidente sem apoio de outras forças. Salvini ainda tentou propor a candidatura da chefe dos serviços secretos, Elisabetta Belloni, que tinha o apoio do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), mas acabou barrado pelo Força Itália.

Informações de bastidores dão conta de que Salvini e o coordenador do partido de Berlusconi, Antonio Tajani, chegaram à beira das vias de fato na noite da última sexta.

Tajani teria acusado Salvini de tê-lo enganado ao prometer avaliar uma possível candidatura do senador de centro Pier Ferdinando Casini, sendo que depois o líder da Liga apareceria na frente das câmeras de TV falando de uma “mulher” como presidente.

A discussão terminou com o Força Itália decidindo prosseguir as negociações de modo independente, fora do âmbito do bloco de direita. A ruptura forçou Salvini a aceitar a reeleição de Mattarella, já que ele corria o risco de ficar isolado dentro da coalizão de união nacional que sustenta o governo de Mario Draghi.

Com isso, quem ficou sozinho foi o FdI, que é a única grande força de oposição ao atual premiê. “Salvini propôs pedir para Mattarella fazer um novo mandato como presidente da República. Não quero acreditar nisso”, declarou Meloni ainda antes da votação final.

“A direita parlamentar não existe mais, é preciso recriá-la do zero, por respeito às pessoas que querem mudar”, acrescentou. Segundo a deputada, a “única coisa” sobre a qual o bloco de direita concordava na noite de sexta era o “não” a Mattarella.

“Hoje descubro que as posições mudaram. Os italianos que vão julgar”, ressaltou.

Pressão

Desde 2018, quando foi alçado ao cargo de ministro do Interior no primeiro governo de Giuseppe Conte, Salvini é o líder inconteste do bloco de direita, mas nos últimos meses ele vem sofrendo uma crescente pressão de Meloni, cujo partido já supera a Liga nas pesquisas.

A ascensão da deputada pode ser explicada pelo fato de o FdI ser o único grande partido de oposição ao governo Draghi, concentrando em si o apoio dos descontentes com o premiê, que vão desde desempregados e autônomos afetados pela pandemia até grupos antivacinas.

Já Salvini e a Liga, que nadaram de braçada no campo conservador até 2020, agora enfrentam dificuldades para manter o discurso populista enquanto fazem parte de um governo de união nacional e de claro viés europeísta.

“Meloni disse ‘não’ a Draghi e hoje diz ‘não’ a Mattarella. Uma escolha legítima”, declarou Salvini neste sábado, fazendo a ressalva de que é preciso promover uma “reflexão” na direita.

Por sua vez, Tajani, ao menos em público, tentou contemporizar e disse que o bloco conservador não é um “partido único”. “Existem momentos em que os partidos agem cada um por conta própria, nós já estamos no governo de modo diferente”, afirmou.

Itália república parlamentarista

A Itália é uma república parlamentarista desde 1946, e seu presidente tem a função de chefe de Estado, mas não de governo, papel que cabe ao presidente do Conselho dos Ministros, mais conhecido como premiê.

Mattarella, no entanto, sempre pregou a estabilidade política em um dos países mais instáveis da Europa e, temendo um cenário de incertezas, nomeou o então chanceler Paolo Gentiloni para guiar o governo até o fim da legislatura, em 2018.

Naquele mesmo ano, os partidos populistas Movimento 5 Estrelas (M5S) e Liga saíram vencedores das eleições e tentaram indicar um professor abertamente antieuro, Paolo Savona, como ministro da Economia, mas o presidente, um defensor da integração europeia, se negou a empossá-lo para não alimentar o euroceticismo.

Mattarella chegou a ser ameaçado de impeachment e acusado de “alta traição”, mas não recuou e conseguiu fazer M5S e Liga indicarem outro ministro – os dois partidos votaram pela reeleição do presidente neste sábado.

Já no início de 2021, após a queda do premiê Giuseppe Conte, o mandatário convocou o ex-presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi para formar um governo e colocar fim a uma crise política que ameaçava levar o país a eleições antecipadas.

O chefe de Estado também costuma usar seus discursos para destacar temas importantes para a nação, como o desemprego, a pandemia ou a crise de refugiados no Mediterrâneo, e para cobrar as forças políticas.

Além disso, comanda o Conselho Supremo de Defesa, as Forças Armadas e o Conselho Superior da Magistratura e pode dar clemência a condenados.

Mattarella, que disse várias vezes que não queria permanecer no cargo, acabou sendo escolhido pela falta de outros candidatos de peso e como uma solução para manter a estabilidade em um momento de retomada econômica da terceira economia da zona euro após a crise sanitária ligada à pandemia de covid-19. “Essa é uma notícia maravilhosa para os italianos”, declarou Draghi em um comunicado. (com dados de agências internacionais)

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

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