(Agência Senado)

O Senado Federal faz na próxima quinta-feira (14), às 15h, uma sessão especial destinada a homenagear o Dia do Imigrante Italiano, que foi comemorado em 21 de fevereiro

O pedido foi apresentado pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) e contou com o apoio dos senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), Rose de Freitas (Pode-ES), Jorge Kajuru (PSB-GO), Eliziane Gama (PPS-MA) e Nelsinho Trad (PSD-MS).

O Brasil é um dos países que mais receberam imigrantes italianos, principalmente entre os períodos de 1860 e 1960.  Segundo pesquisa do sociólogo Simon Schwartzman, ex-presidente do IBGE, aproximadamente 10% da população brasileira é de origem italiana. A embaixada italiana no Brasil declarou em 2013 que existiriam aproximadamente 30 milhões de descendentes de italianos no Brasil. Estima-se que mais de 1,5 milhão de italianos vieram para o país.

A Itália foi um dos últimos países europeus a se formar, na segunda metade do século 19. As guerras da Unificação Italiana, principalmente contra a Áustria, e a 1ª e a 2ª Guerra Mundial levaram quase 24 milhões de italianos a saírem da Itália para diversos países.

Origens da imigração

Com a proibição da importação de escravos para o Brasil (Lei Euzébio de Queirós, 1850), a liberdade aos filhos de escravos nascidos no Brasil (Lei do Ventre Livre, 1871), a libertação dos escravos com mais de 60 anos (Lei dos Sexagenários, 1885) e a Abolição da Escravatura (Lei Áurea, 1888), os fazendeiros brasileiros buscaram uma mão de obra para substituir os escravos em suas plantações.

Grandes campanhas foram realizadas incentivando a vinda, para as lavouras, de imigrantes italianos, portugueses, espanhóis e japoneses. Mas em vários casos as condições de trabalho eram tão ruins que o governo da Itália, em 1902, emitiu o Decreto Prinetti, proibindo a emigração de italianos que, tendo a viagem paga pelo empregador, contraíssem dívida com ele.

A partir daí, o fluxo de imigrantes, que chegou a mais de 1 milhão de pessoas entre 1884 a 1903, reduziu-se gradativamente. Entretanto, as condições de vida na Itália eram tão ruins que o fluxo migratório nunca se interrompia. O processo de industrialização na capital paulista empregou milhares de italianos.

Além do Brasil, os países que mais receberam imigrantes italianos  no período de 1870 a 1970 foram os Estados Unidos (5,6 milhões), a França (4,1 milhões), a Suíça (3 milhões), a Argentina (2,9 milhões) e a Alemanha (2,4 milhões).

A presença italiana no Brasil é percebida até hoje nos sotaques dos paulistanos e dos sulistas, além da pronúncia das palavras sem o uso do plural, já que no italiano não se usa o “s” para o plural.