O líder de ultra-direita italiano Matteo Salvini foi alvo de críticas por sua aparente provocação ao usar insistentemente símbolos religiosos no Senado

Durante discurso no Senado, o ministro do Interior e líder da Liga beijou um rosário, invocou a Virgem Maria e o nome do papa João Paulo II ante o plenário dos senadores.

Salvini se declara orgulho de sempre carregar um rosário no bolso.

Sua atitude gerou diversas reações, tanto na Igreja católica quanto na classe política, por suas palavras e seus beijos no rosário por ocasião de um ato oficial, transmitido ao vivo pela televisão.

“Temos assistido a uma instrumentalização de rosários, crucifixos, imagens desejadas pela devoção dos crentes, que são retiradas do contexto para virar propaganda”, afirmou o religioso jesuíta Antonio Spadaro, em entrevista ao jornal La Repubblica.

O diretor da revista Civilità Cattolica, ligada ao papa Francisco, comentou as demonstrações católicas do ministro, que frequentemente invoca a Virgem Maria, mas assina a proibição para que migrantes resgatados desembarquem nos portos italianos.

Salvini, autor da política de linha dura contra a imigração e já foi criticado pelo papa, que discursa sempre em defesa dos migrantes.

(com informações da AFP)