Os 47 emigrantes estacionados próximo à costa da Itália em um barco da ONG Sea Watch poderão desembarcar, se depois seguirem para Alemanha, ou Holanda – afirmou o ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, na terça-feira (29).

“Desembarque dos imigrantes? Apenas se forem encaminhados para a Holanda, de onde o barco da Sea Watch tomou sua bandeira, ou para a Alemanha, país da organização não governamental”, disse o vice-primeiro-ministro e líder da Liga extrema direita no Twitter.

“Na Itália, já recebemos, demais inclusive”, insistiu.

O governo holandês já avisou que não ficará com os 47 imigrantes, resgatados do mar Mediterrâneo há dez dias.

Salvini fez do fechamentos dos portos para os imigrantes o centro de sua gestão como ministro.

“Em 2018, houve menos mortos, e chegaram 23.370 contra 119.369 no ano anterior”, celebrou, em um artigo publicado na terça no “Corriere della Sera”.

O ministro acrescentou que essa tendência se manteve em 2019, com 155 desembarques desde o início do ano, contra 3.176 no ano anterior.

O órgão italiano que vela pelos direitos dos detidos denunciou ontem “a detenção ilegal” desses imigrantes.

Essas pessoas saíram da Líbia e foram resgatadas em 19 de janeiro. A Itália permitiu ao barco se refugiar do mau tempo, ancorando frente à costa siciliana, mas, assim como Malta e Tunísia, proibiu o desembarque.

Na segunda à tarde, milhares de pessoas protestaram diante do Parlamento italiano para pedir o fim da política de “portos fechados” de Salvini.

(AFP)