Em um possível acerto de contas da máfia, quatro pessoas morreram em um tiroteio na cidade de San Marco in Lamis, sul da Itália, nesta quarta-feira (10).

Vítimas

Entre as vítimas estão Mario Luciano Romito, 50 anos e suposto líder de um grupo mafioso, e seu cunhado, Matteo De Palma, 44, que estavam em Volkswagen New Beatle quando foram baleados.

As outras duas vítimas estavam em um Fiat Fiorino: os camponeses Luigi e Aurelio Luciani, de 47 e 43 anos, respectivamente.

Reconstrução

Segundo a primeira reconstrução feita pela polícia, um carro com matadores de aluguel empararelhou com o New Beatle e os atiradores abriram fogo com um fuzil AK-47 e uma espingarda calibre 12.

Romito é tido como líder de um clã mafioso homônico que nos últimos anos se opôs ao grupo dos Libergolis na disputa pelo controle do crime organizado na região. Ambos pertencem à Sagrada Coroa Unida, máfia que atua na Puglia, o “salto da bota” que representa o mapa italiano.

As disputas na província de Foggia são chamadas de “a oitava guerra da máfia” e deixaram quase 30 mortos desde 2015. Dentro da Sagrada Coroa Unida, a facção considerada mais brutal é justamente a Società Foggiana (Sociedade Foggiana), cujas ações a fizeram ocupar um espaço no noticiário antes dedicado à Camorra (Campânia), à Cosa Nostra (Sicília) e à ‘ndrangheta (Calábria), que nos últimos anos têm adotado uma estratégia de discrição.

Nesta quinta-feira (10), o ministério do Interior da Itália, Marco Minniti, presidiará em Foggia uma reunião do Comitê Nacional de Segurança Pública para discutir a situação na província.