Mais de 10 mil italianos tomaram às ruas de Como neste sábado (9) em uma manifestação antifascista, que reuniu diversos partidos de centro-esquerda do país.

Entre as principais siglas e políticos presentes na manifestação estava o ex-primeiro-ministro Matteo Renzi, líder do Partido Democrático (PD), a presidente da Câmara dos Deputados, Laura Boldrini, além do ministro italiano das Políticas Agrícolas, Maurizio Martina, e de representantes do Movimento Democrático e Progressista (MDP).

O ato foi organizado para denunciar “mais uma vez a perigosa destruição neofascista que há anos atravessou nosso país e nossa região”, segundo comunicado divulgado pelos organizadores.

Nesta semana, militantes do movimento neofascista Força Nova (FN) declararam uma “guerra política” contra o PD por ser contra o projeto de lei, em tramitação no Parlamento, que concede o direito à cidadania a filhos de imigrantes nascidos na Itália, desde que a família respeite critérios de tempo de moradia no país e conhecimento do idioma italiano. “Contra os atos fascistas e aqueles que apoiam a intolerância, a melhor resposta é a participação, a solidariedade, o compromisso com os valores da Constituição, idealmente junto com todas as pessoas que escolheram estar em Como hoje”, escreveu o presidente do Senado, Pietro Grasso, no Twitter.

Boldrini ressaltou que “a Constituição é para todos, ninguém é excluido. Por isso, estar aqui é um dever para mim como terceiro escritório do Estado, mas também é um dever de todas as forças democráticas, sociedade civil e cidadãos”. Enquanto que Renzi apenas definiu o ato como “um dia lindo”.

Por sua vez, o líder do ultracionalista Liga Norte, Matteo Salvini, também comentou sobre a iniciativa. “Na praça hoje com o PD em Como há aqueles que apoiam a imigração fora de controle.

Amanhã, em Roma, com a gente na iazza Santi Apostoli, haverá que é por uma imigração controlada e maior atenção às prioridades italianas”. O Liga Norte é um partido que já foi acusado, diversas vezes, de xenofobia por conta de sua postura anti-imigração. Atualmente, a sigla de Salvini tem conversas avançadas para criar uma coalizão de direita para as eleições de 2018 com o partido Força Itália, de Silvio Berlusconi, e o Fratelli D’Itália. (ANSA)