Roberto Maroni é investigado por forçar contratação de aliadas

O procurador da República em Milão Eugenio Fusco pediu nesta quinta-feira (22) a aplicação de uma pena de dois anos e seis meses de prisão contra o governador da Lombardia, Roberto Maroni, que é réu em um processo por supostas “pressões” em benefício de aliadas.

Segundo a acusação, Maroni, um dos expoentes do partido ultranacionalista Liga Norte, teria agido para ajudar duas ex-funcionárias do tempo em que ele era ministro do Interior da Itália (2008-2011): Mara Carluccio e Maria Grazia Paturzo.

No primeiro caso, o governador teria usado seu chefe de gabinete, Giacomo Ciriello, para pressionar dirigentes da Expo Milão 2015 a colocarem Paturzo em uma delegação da feira que viajaria a Tóquio – no fim das contas, ela acabou não integrando a missão.

No segundo episódio, Maroni teria forçado para que Carluccio fosse contratada pelo instituto de pesquisas Éupolis, ligado à Região da Lombardia. O procurador Fusco também pediu dois anos e dois meses de prisão para Ciriello.

“Estou tranquilo. As acusações contra mim são ridículas, totalmente privadas de provas e já julgadas infundadas pela Corte de Apelação de Milão”, declarou o governador, que está nos últimos dias de seu mandato.

Em um trecho da acusação, Fusco afirma que a presença de Paturzo na delegação que iria a Tóquio “era ditada exclusivamente pela relação afetiva com Roberto Maroni”, que exerceu “pressão” e “indução indevida” para integrá-la na missão. Além disso, diz que o governador agiu como “patrocinador” para Carluccio ser contratada pelo instituto de pesquisas lombardo. (ANSA)