Marcello De Vito, presidente da câmara dos vereadores de Roma, foi preso acusado de aceitar suborno na construção do novo estádio da Roma

O político do partido de direita “M5S” foi levado pela polícia na manhã de quarta-feira (20) junto com outros três envolvidos, cujos nomes não foram revelados pela imprensa italiana. O promotor encarregado do caso, Paolo Lelo, descartou qualquer envolvimento do clube italiano.

A acusação é de que o político recebeu pagamentos do antigo construtor do estádio, Luca Parnassi, para ajudar na aprovação do projeto no conselho municipal. Parnassi está preso desde junho, quando o escândalo foi revelado.

Segundo as investigações, a Roma não está envolvida no caso. O vice-presidente romanista, Mauro Baldissoni, disse que mesmo com as investigações, a “cidade tem de garantir que esse processo seja aprovado e concluído”

– O projeto Stadio della Roma é um empreendimento enorme e complexo, mas foi aprovado por todas as administrações e ninguém encontrou discrepâncias com ele. Não deve haver dúvidas sobre o Stadio della Roma. É uma aprovação que o clube já garantiu, para continuar o mais cedo possível. Se houve evidência de possível corrupção, é claro que estamos muito desapontados; esperamos que aqueles que foram acusados ​​possam provar sua inocência, e se forem descobertos que erraram, devem pagar as consequências.

Novo estádio da Roma

Em março de 2014, o presidente americano da Roma, James Pallotta, apresentou um plano de construção para o novo estádio do clube da capital italiana, o Stadio della Roma. O objetivo era que estivesse pronto para a temporada 2016/17, mas problemas burocráticos impediram que as obras começassem.

Em junho de 2018, um escândalo de corrupção na construção da arena foi descoberto e nove pessoas foram presas, dentre elas o empresário Luca Parnassi, construtor chefe e dono do terreno do futuro estádio.

Desde então, Pallotta cortou relações com Parnassi e está negociando, ele mesmo, um acordo de compra do terreno em Tor di Valle por 105 milhões de euros (equivalente a R$ 450 milhões). No mês passado,o vice-presidente da Roma, Mauro Baldissoni, garantiu que o estádio estava próximo de começar a construção.

O desenrolar das investigações do ano passado chegou aos partidos políticos e às prisões da manhã de quarta-feira.

(GE)