A polícia italiana desferiu um duro golpe à nova geração de chefões da máfia siciliana que tenta se reorganizar, prendendo sete pessoas, incluindo dois descendentes de líderes históricos – informou o Ministério da Justiça em nota divulgada na terça-feira (22)

Entre as prisões realizadas pela polícia antimáfia de Palermo, capital da Sicília, estão a de três pessoas que tinham participado de uma reunião em 29 de maio. Esse encontrou contou com a presença dos mais importantes líderes da máfia.

Foi a primeira reunião desse tipo desde 1993, quando Toto Riina, o líder supremo da organização criminosa, foi preso, e serviu para eleger novos líderes para a distribuição de atividades ilícitas, como o tráfico de drogas e jogos de azar on-line.

Entre os detidos estão dois descendentes de líderes históricos da Cosa Nostra: Leandro Greco, neto de Michele Greco, “o papa”, e Calogero Lo Piccolo, filho de Salvatore Lo Piccolo, que cumpre pena de prisão perpétua.

Os dois homens haviam participado da reunião secreta como representantes de vários clãs associados a suas famílias.

Também foi preso Giovanni Sirchia, membro de outra família mafiosa, encarregado de organizar a reunião secreta. Ele acompanhou alguns participantes até o local.

Os outros quatro presos são conhecidos por extorquirem comerciantes com métodos mafiosos, isto é, violência e intimidação.

Em 4 de dezembro, a polícia italiana prendeu 46 pessoas suspeitas de pertencerem à Cosa Nostra, incluindo Settimo Mineo, considerado o novo chefe do grupo em Palermo.

A prisão de Mineo, um joalheiro de 80 anos, e das outras 45 pessoas, deu-se quando se preparavam para inaugurar uma nova etapa para a Cosa Nostra.

Entre as acusações que pesam contra os detidos, estão associação criminosa do tipo mafiosa, extorsão, posse de armas e deflagração de incêndios.

A operação foi baseada nas confissões extraídas de dois chefes de famílias mafiosas que participaram da reunião. Ambos confirmaram a disposição dos participantes de reorganizar o temido grupo após a morte de seu “capo” histórico, Riina, em 17 de novembro de 2017.

(AFP)