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Passaporte sanitário digital da UE entra em vigor

01 de julho de 2021 - Por Comunità Italiana
Passaporte sanitário digital da UE entra em vigor

O certificado sanitário adotado pelos países da União Europeia (UE) entrou em vigor nesta quinta-feira (1), com a esperança de ajudar na retomada do turismo e das viagens, apesar das ameaças provocadas pela propagação da variante Delta do coronavírus.

O documento – um código QR que pode ser exibido em um smartphone ou em forma impressa – certifica que o portador está completamente vacinado com um dos fármacos aprovados na UE, testou negativo em um exame recente de PCR ou já possui imunidade por ter superado a infecção.

A intenção é que o certificado permita viajar pelos 27 países da UE e por quatro nações que se associaram à iniciativa (Islândia, Noruega, Suíça e Liechtenstein, além dos principados de Andorra e Mônaco).

Todos os países da UE já estão interconectados ao sistema, com exceção da Irlanda, que sofreu um ataque cibernético, mas que espera unir-se ao projeto em 19 de julho.

Os países do bloco serão obrigados a aceitar em seus territórios os viajantes completamente imunizados com as vacinas autorizadas na UE: Moderna, AstraZeneca (de duas doses) e Johnson & Johnson (dose única).

Os Estados-membros também podem – embora não sejam obrigados – admitir pessoas com vacinas autorizadas em determinados países da UE (como a russa Sputnik V, utilizada na Hungria) ou com vacinas aprovadas pela Organização Mundial da Saúde (como a chinesa Sinopharm).

Porém, não é reconhecida a versão da AstraZeneca produzida na Índia (CoviShield), amplamente utilizada na África, por preocupações por diferenças no processo de produção.

Os portadores do certificado não devem ser submetidos a quarentena ou exame adicional, mas ainda é possível para um Estado-membro a adoção de restrições se a situação piorar no país ou região de origem do viajante.

Mas a propagação da variante Delta, detectada pela primeira vez na Índia e agora predominante no Reino Unido, pode provocar um novo “freio de emergência” na tentativa de retomada do turismo.

Preocupações

A variante Delta, especialmente contagiosa, representará 90% dos casos na UE no fim de agosto, de acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças.

A cepa levou a Alemanha a incluir Portugal, donde esta variante se tornou predominante, na lista de países em risco, o que praticamente proíbe todas as chegadas a partir desta nação.

O drástico aumento das infecções com a variante Delta no Reino Unido, que dá ao país uma taxa de infecção mais de quatro vezes superior à da UE, gera profunda preocupação no continente.

Os países da UE adotaram uma recomendação para permitir apenas a entrada de pessoas completamente vacinadas procedentes de fora do bloco, ou pessoas com razões urgentes para viajar.

Portugal, Espanha e Grécia, no entanto, optaram inicialmente por uma atitude mais flexível com a esperança de estimular o turismo.

Diante das pressão da variante Delta, os dois países anunciaram exigências adicionais aos viajantes procedentes do Reino Unido.

Nesta quinta-feira, o aeroporto de Bruxelas registrava grandes filas, pois passageiros que tentavam registrar as saídas eram desviados para áreas de controle, que provocavam uma enorme aglomeração.

“Está tudo bloqueado”, disse um funcionário da Brussels Airlines. Quando uma família com crianças reclamou que perderia o voo, ele respondeu: “É a covid-19, este é o procedimento. Se perderem o voo, vamos colocá-los em outro”.

De acordo com um balanço da agência “Afp” com base em dados oficiais, 50,5% da população da UE já recebeu ao menos uma dose da vacina contra a covid-19, e 33,6% das pessoas já receberam as duas doses.

Veto ao Brasil permanece

A entrada em vigor do certificado europeu para pessoas vacinadas, curadas ou testadas para a Covid-19 não altera as regras para ingresso na Itália de viajantes provenientes de países de risco, como o Brasil.

Com médias de 55 mil casos e 1,6 mil mortes por dia na pandemia, o Brasil ainda é considerado de alto risco pela Itália, que proíbe a entrada de viajantes que tenham transitado pelo país sul-americano nos 14 dias anteriores à chegada.

As únicas exceções continuam sendo para: pessoas com residência fixa na Itália; indivíduos que tenham cônjuges ou filhos menores de idade residentes na Itália; e sujeitos em condição de “inadiável necessidade”, autorizados expressamente pelo Ministério da Saúde.

Ou seja, um cidadão italiano com residência fixa no Brasil não pode entrar na nação europeia neste momento, a não ser que se enquadre em algum dos critérios acima.

Além disso, as pessoas que se encaixam nas exceções precisam apresentar exame PCR ou de antígeno negativo realizado até 72 horas antes da chegada, fazer um novo teste após o desembarque e cumprir isolamento por 10 dias, do qual só sairá após a realização de um terceiro exame.

Até o momento, não há previsão para flexibilizar essas normas. (com dados de agências internacionais)

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

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