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Editoriais

O título que desejamos

23 de novembro de 2022 - Por Comunità Italiana
O título que desejamos

Editor Pietro Petraglia

“A Itália e os italianos em primeiro lugar”. Sob este slogan estruturou-se a campanha de Giorgia Meloni rumo ao cargo de primeira-ministra da Itália. Ela acabou entrando para a história política do país como a primeira mulher a ocupar o posto. No Brasil, a campanha de Lula, ex-presidente que voltará ao poder no dia 1º de janeiro de 2023, teve vários slogans: “Vamos juntos pelo Brasil”, “Se a gente quiser, a gente pode” (este bastante criticado devido à semelhança com o usado por Obama, nos Estados Unidos, o “Sim, nós podemos”, em 2008) e alguns outros. Mas a realidade está muito além do marketing político e dos rapapés intrínsecos em mensagens eleitorais como as proferidas por candidatos políticos, em geral. O cenário no mundo, e não somente na Itália e no Brasil, é caótico. Chegamos ao extremo com a guerra fratricida entre russos e ucranianos, a pandemia de covid-19 (que definitivamente não cessou), os desafios hercúleos no campo ambiental e as economias em frangalhos. A desigualdade social afeta um planeta com, hoje, contados recentemente, oito bilhões de seres humanos.

Diante desse desolador cenário seria auspicioso perceber algum sinal de que concórdia e respeito entre opostos realmente são possíveis. Ainda imperam ranços ideológicos que minam drasticamente qualquer tentativa de aproximação entre aqueles que pensam diferentemente um do outro. O ar anda irrespirável. Faltam respeito e, sobretudo, alteridade, ou seja, uma indispensável capacidade que podemos ter de se posicionar por outrem, de sentir o que esse outro sente, pensa e se comporta. Relativiza-se muito pouco hoje em dia, infelizmente. E isso deu no que deu, em um mundo onde a palavra “dúvida” tornou-se irmã gêmea da “insegurança”. Não sabemos para onde vamos e, em alguns casos, nem mesmo de onde viemos. Identidades culturais estão se dissipando e, como consequência dramática, enfraquecendo raízes históricas e laços com outras culturas e sociedades. Ninguém mais parece se entender. No Brasil, Lula terá pela frente a espinhosa missão de reunificar um país, no qual o indesejável e repugnante perfil irascível vem predominando. Ignorância, brutalidade, violência, desrespeito a deficientes, racismo… um mar, enfim, de insanidade sufoca o País. Não será fácil para Lula também acertar os ponteiros na economia, na educação e na saúde. O Brasil caminha mal, parcela monumental da população sente (muita!) fome, e para sair do lodaçal em que se encontra é preciso deixar de lado rançosas e rancorosas ideologias, arregaçar as mangas e trabalhar duro.

Política se faz com diálogo e, sobretudo, respeito e alteridade, como já frisamos aqui. Não é diferente na Itália. Por lá, Giorgia Meloni não terá vida fácil, e se tornará ainda mais difícil para ela se colocar na linha de frente ideologia extremista. A nova premier, caso verdadeiramente queira ampliar seu horizonte político, terá pela frente difíceis equações em um dos períodos mais difíceis da história da jovem República italiana, no qual há intensificação do racismo, a complexa relação com refugiados e os já crônicos desafios na economia e na saúde. Todos esses desafiadores aspectos precisam de respostas imediatas. No núcleo do poder, e isso é secularmente notório, há inconfessáveis e perigosos traços distorcidos, tão bem descritos pelo escritor tcheco Franz Kafka, que, em sua obra máxima O processo esboça contumaz crítica a um modelo burocrático que assola o estado, sobretudo suas esferas jurídicas. Chega, definitivamente, de pantomimas. O Brasil precisa reencontrar o Brasil. A Itália precisa seguir na mesma direção. Mas, antes, cada brasileiro ou italiano precisa executar uma autoanálise e perguntar para si: o que, afinal, desejamos?

Boa leitura.

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

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