Em solenidade que marcou assinatura de termo de compromisso para construção do circuito em terreno cedido pelo Exército, presidente Jair Bolsonaro diz que F1 escolheu voltar à Cidade Maravilhosa

A Fórmula 1 pediu e o governo brasileiro atendeu. A partir de 2021, a Fórmula 1 deixará de ser em São Paulo e passará a ser no Rio de Janeiro, com um novo autódromo que será construído em um terreno cedido pelo Exército no bairro de Deodoro, Zona Norte da cidade. E, por sugestão do presidente da República, Jair Bolsonaro, o novo autódromo se chamará Ayrton Senna.

Na reunião, que não foi aberta a toda a mídia, Bolsonaro ainda falou que a volta da Fórmula 1 ao Rio de Janeiro a partir de 2021, na temporada seguinte ao término do atual contrato com São Paulo, é uma tentativa para manter o Grande Prêmio do Brasil no país:

“Eu não escolhi o Rio, eu escolhi o Brasil. Foi a Fórmula 1 que escolheu voltar ao Rio de Janeiro”.

Também presente à solenidade, o governador do Estado, Wilson Witzel, afirmou que o a construção de um novo autódromo do Rio é fundamental devido à ameaça real de a F1 deixar o Brasil ao término do contrato com São Paulo, no ano que vem. A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) também esteve presente ao evento.

Projeto apresentado há 11 meses

O projeto para um novo autódromo no Rio de Janeiro foi revelado no dia 2 de junho de 2018. Apresentado à Prefeitura do Rio por um grupo que tem, entre outros, o arquiteto alemão Hermann Tilke, o plano previu desde o começo que fossem utilizados apenas recursos privados nas obras.

Nas semanas seguintes, dirigentes do Liberty Media, grupo americano que promove a Fórmula 1, e da Dorna, promotora da MotoGP, se reuniram para avaliar o projeto inicial e sugerir ajustes para que o circuito fosse adequado às exigências das federações internacionais de motociclismo e automobilismo. Liberty e Dorna entraram em sintonia sobre o projeto.