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Negócios devem estar alinhados à ecologia

13 de janeiro de 2020 - Por Comunità Italiana
Negócios devem estar alinhados à ecologia

Seminário realizado no Rio mostra projetos de empresas no campo da sustentabilidade e da energia renovável

Não serve mais? Joga fora? O que não serve hoje pode servir amanhã. O lema é reduzir, reciclar, reutilizar, pelo maior tempo, com a maior eficiência. Procurando, mesmo que nem sempre seja totalmente possível, preservar o meio ambiente, causando, entre outros problemas, poluição, um dos motivos das críticas mais veementes que também esquentam o clima dos debates.

Assim foi o I Seminário de Economia Circular e Sustentabilidade, realizado recentemente, no Consulado Italiano do Rio de Janeiro. Entidades italianas, brasileiras, multinacionais de diferentes áreas discutiram o tema com plateia bem heterogênea.

Antes que se começasse a falar em economia circular e sustentabilidade, o cônsul da Itália no Rio, Paolo Miraglia, ressaltou a marcante presença de seu país deste outro lado do Atlântico em tantos setores.

Cônsul da Itália no Rio de Janeiro, Paolo Miraglia

— O tema é importante para a Itália. É a principal investidora estrangeira no país. Há em torno de 100 empresas italianas no Estado do Rio de Janeiro e, aproximadamente, mil em todo o Brasil. Sempre acreditaram no país. Trouxeram novos modelos de negócios.

Entre os debatedores, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro, Leonardo Rodrigues, destacou a importância da energia fotovoltaica, aquela obtida a partir da radiação solar. Mas apontou um problema pontual.

— A falta de mão de obra qualificada no mercado torna as coisas mais difíceis. Mas junto à Rede Faetec (Fundação de Apoio à Escola Técnica) vamos promover cursos de manutenção, formar profissionais. Vai chegar um dia em que todas as residências vão ter energia fotovoltaica.

O secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas do Ministério da Ciência e Tecnologia, Marcelo Morales, falou sobre um dos assuntos mais atuais e que tem causado muitos protestos.

— Obrigado por estar aqui pelos meus antepassados italianos. Juntamente com o Exército estamos por meio de satélites monitorando o desmatamento na Amazônia. Desde a infância é preciso colocar a ideia de sustentabilidade no desenvolvimento econômico.

O secretário de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento do Estado do Rio, Marcelo Queiroz, também falou de seus projetos:

— A agricultura é o maior desafio do mercado consumidor. O grande mistério é a forma de agregar valor ao produto. Isso é possível agregando tecnologia e sustentabilidade.

Busca pela energia renovável

Para Roberta Bonomi, responsável pelas Energias Renováveis da Enel, empresa italiana multinacional presente em vários países inclusive o Brasil, a sustentabilidade é o único jeito de fazer negócio.

Roberta Bonomi, representante do setor de Energias Renováveis da Enel

— Não só o melhor. A Enel é a primeira operadora privada e de energia renovável do mundo. Estamos em 31 países. A descarbonização gera demanda. O aumento do uso da eletricidade é notícia boa, e 95% dos nossos investimentos estão direcionados para a sustentabilidade. No Nordeste do Brasil, o fator eólico (que utiliza a energia dos ventos) e o solar são os maiores do mundo. É a condição perfeita para fazer negócios. Éramos muito pequenos até 2015. Hoje, melhoramos antes do previsto. As estruturas não eram propícias a esses tipos de negócios.

A executiva também ressaltou a Lagoa dos Ventos, um projeto em andamento no Piauí e considerado o maior parque eólico da América do Sul. Além disso, Roberta mencionou o Parque Solar São Gonçalo, também no Piauí e definido como a maior planta de energia solar fotovoltaica em terras sul-americanas, previsto para começar a operar em 2020.

— A sustentabilidade é setor novo. Por isso, não há muitas pessoas especializadas no ramo. É preciso reaproveitar a água da chuva sem se esquecer da reutilização e reciclagem dos detritos dos rios, de materiais e resíduos. É necessário investir em drenagens sem criar danos para as comunidades perto das usinas. Antes, crianças e idosos ficavam doentes. Há filtros nos sistemas novos para reaproveitar a água que pode ser colocada nas hortas — assinala a executiva da Enel.

A Tim Brasil foi representada pelo executivo Nicola Ussia no I Seminário de Economia Circular e Sustentabilidade. A companhia de telefonia — disse ele — preocupa-se com o meio ambiente nos mínimos detalhes do cotidiano:

Representante da TIM Brasil, Nicola Ussia

— A cada dia se muda a maneira de trabalhar. Até substituímos copos para café e água de plástico com novos copos feitos de silicone e canecas.

O engenheiro de energia Henrique Fiche, da Asja do Brasil, falou sobre aproveitamento energético do biogás de aterros sanitários da multinacional italiana.

— Há vários benefícios, como redução do odor, redução de gases de efeito estufa — destacou.

Pamela Reis, gerente de meio-ambiente da siderúrgica Ternium, também discursou sobre novos modelos para economia circular.

— Mais de 97% da água consumida em nossas usinas são recicladas. Procuramos preservar as condições do solo e água no centro industrial e nas comunidades do entorno. Mantemos área de manguezal de 160 hectares do entorno do porto (na Baía de Sepetiba), preservando flora e fauna.

Enterrando dinheiro

Juliana Lobo Paes, professora de Energia na Agricultura da Universidade Federal Rural do Estado do Rio de Janeiro (UFRRJ), falou, entre outros assuntos, da importância do reaproveitamento do lodo de esgoto na produção de biogás. No seu discurso sobre sustentabilidade, ela alertou:

— A economia circular começa em casa. A transformação da sociedade inicia com a educação básica para depois evoluir até o ensino superior. Até quando enterraremos recursos, resíduos, matéria orgânica que podem ser reaproveitados? É produção energética para a agricultura. Até quando enterraremos dinheiro? O seu resíduo é nosso recurso energético. O seu resíduo pode ser recurso energético de outra empresa.

BNDES decisivo para política nacional de saneamento

O presidente da Comissão de Saneamento e Recursos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Federal, Leandro Frota, destacou um ponto que julga crucial para o país.

— Vivemos a era do saneamento. Nos próximos dez anos será uma das grandes demandas ao lado da infraestrutura. Trinta milhões de pessoas não têm esgoto no Brasil e 100 milhões não têm acesso à água encanada. Em 2020 vão tramitar na Câmara dos Deputados e no Senado projetos de saneamento urbano e rural. Nos próximos 10 ou 15 anos há estimativas de investimentos de cerca de um trilhão de reais nos dois. E o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vai ser a mola-mestra desse financiamento. O “S” do BNDES será de saneamento. Para cada um dólar investido em saneamento haverá quatro dólares em retorno para a saúde.

Escola modular e inclusiva

A superintendente de Implantação de Projetos da Seinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras do Rio de Janeiro), Diana Arbex, participou do seminário discorrendo sobre sustentabilidade no seu campo: arquitetura e urbanismo. Segundo a especialista, a especificação das matérias e a modulação permitem que edificações se mantenham em ciclo de vida útil. A arquiteta citou como exemplo o projeto da Escola Modular Luiz Melodia, no bairro carioca de Parada de Lucas.

— A escola vai ter rampas para cadeirantes, diminuição de calor, de insolação. Vai ser feita com material de alumínio com durabilidade, com estrutura metálica e concreto armado — garantiu Diana.

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

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