Após encontro com Mattarella, Conte debate programa com M5S e PD

O presidente Sergio Mattarella recebeu no sábado (31) Giuseppe Conte, primeiro-ministro encarregado de formar um novo governo no país, em meio a temores de que o jurista fosse renunciar ao cargo.

O encontro, que aconteceu no Palácio Quirinale, sede da Presidência, foi realizado depois de um novo entrave apresentado pelo Movimento 5 Estrelas (M5S) na sexta-feira (30).

Parecia que já estava tudo certo entre o M5S e o Partido Democrático (PD) para garantir uma nova coalizão. No entanto, o líder da legenda, Luigi Di Maio, apresentou 20 exigências para formalizar a aliança.

Segundo o atual vice-premier e ministro do Desenvolvimento Econômico da Itália, se os pedidos não forem aceitos, o M5S prefere a convocação de novas eleições. Os 20 itens abordam temas como a redução no número de parlamentares na Itália, medidas econômicas que impeçam o aumento do imposto IVA, assim como um salário mínimo nacional e reduções fiscais.

A notícia surpreendeu a Itália e todas as forças políticas envolvidas na formação do governo. O PD pediu explicações para Di Maio sobre as declarações e o ultimato. O secretário da legenda de centro-esquerda, Nicola Zingaretti, por sua vez, defendeu a continuidade do acordo, exigindo “uma nova temporada e um governo inovador para uma Itália que aposta no trabalho, meio ambiente, escola e pesquisa, investimentos públicos e privados”, segundo publicação no Facebook.

Ontem, representantes do PD e M5S realizam uma reunião para debater os pontos do programa do governo de coalizão junto com Conte, que teve um breve encontro com o papa Francisco durante o funeral de um cardeal na sexta (30). “Nas reuniões sempre fomos construtivos. Ontem, os 10 pontos se tornaram 20 e, sim, já dissemos isso ou não se faz o governo.
   

Parece-me um ultimato e é totalmente inaceitável que ultimatos sejam colocados ao primeiro-ministro. Agora vamos ver com que espíritos nos sentamos nesta mesa”, afirmou o líder do PD na Câmara, Graziano Delrio.

Em meio à polêmica, o ministro do Interior da Itália e líder da Liga Norte, Matteo Salvini, insiste em pedir a convocação de novas eleições. “Mattarella põe fim ao mercado vergonhoso das poltronas, convoca eleições e devolve a dignidade aos italianos”.

(com informações da ANSA)