Um navio humanitário italiano resgatou na última segunda-feira (18) 49 emigrantes à deriva na costa da Líbia, provocando uma advertência do governo em Roma a todas as embarcações privadas que ajudem pessoas em risco de naufrágio no litoral norte-africano

O ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, repetiu em várias ocasiões que as águas territoriais italianas estão fechadas aos navios das ONGs que resgatam emigrantes e proibiu seu acesso aos portos italianos, em uma tentativa de forçar outros países da Europa a assumir seu percentual de solicitantes de asilo.

“O Mare Jonio acaba de socorrer um bote inflável em dificuldades que afundava com cerca de 50 pessoas a bordo”, informou o coletivo Mediterranea, que reúne diferentes associações de ajuda.

A embarcação seguiu para a ilha italiana de Lampedusa, “o porto seguro mais próximo”, diante de condições meteorológicas que se agravam, revelou o coletivo.

“Solicitamos oficialmente à Itália, país da nossa bandeira e responsável jurídica e geograficamente, que indique um porto para desembarcar” os emigrantes resgatados.

Os 49 emigrantes – incluindo 12 crianças – foram resgatados a 40 milhas náuticas da costa líbia.

“As pessoas estavam há dois dias no mar […], esgotadas e desidratadas”, assinalou a Mediterranea.

Desde o início do ano, 348 emigrantes puderam desembarcar na Itália, contra 6.161 no mesmo período de 2018.

(AFP)