Em encontro realizado na última sexta-feira (14), na sede do Consulado da Itália no Rio de Janeiro, o ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, debateu com empresas italianas e apresentou oportunidades para negócios e relações comerciais entre os dois países.

O ministro disse o que a Itália, principal investidor entre os países que assinaram um memorando de entendimento para facilitação de investimentos com o Brasil, pode esperar sobre a nova política econômica do Brasil.

“Vocês (empresas italianas) vão sentir que as coisas vão melhorar. Estamos sempre abertos para ouvir, temos uma economia de mercado”. “Se as empresas italianas estavam indo bem com o Brasil afundando, imagina agora”, informou Guedes.

“O Supremo Tribunal federal cria jurisprudência para todas privatizações. A Petrobrás ia vender subsidiária de gás, pois sua prioridade é o petróleo. Precisamos de energia mais barata, quebrar monopólios. O Brasil girou todo à esquerda e não deu certo. Primeiro, com o PMDB, depois com o PSDB, com o PT. Agora temos aliança de centro-direita. Associa-se a direita ao autoritarismo porque o governo militar era de direita. Mas agora está tudo andando. É importante manter as economias integradas para manter nossas democracias. O Brasil está se aperfeiçoando”, acrescentou o Ministro.

Em seu discurso, Guedes falou também sobre planos futuros para a moeda brasileira em relação aos vizinhos sul-americanos

“Vamos consolidar a aliança com o Mercosul. Tentar criar a moeda única, o peso-real, criar um corredor para a América Latina. O mundo teria umas quatro moedas fortes. Além do peso-real, o euro, dólar, o yuan, da China”.

Além de falar da economia, Paulo Guedes relembrou os laços culturais entre os dois países:

“A presença italiana no Brasil é marcante em energia, comunicações, infraestrutura, mas também na moda. Há laços culturais enormes na história. A cultura greco-romana é o berço da civilização ocidental nas raízes de nossas línguas”.

Presentes também no evento, o embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, e o subsecretário do Ministério das Relações Exteriores da Itália, Ricardo Merlo completaram a mesa de discursadores.

Merlo apresentou um discurso de reforço à importância das relações econômicas e comerciais entre os dois países e o legado da Itália na história do Brasil:

“A imigração italiana é protagonista do desenvolvimento do Brasil. Empresas italianas continuam a apostar neste maravilhoso país. Atividades como energia, telecomunicações, estradas, aço, indústria automobilística estão aqui com destacada participação. Há 969 empresas italianas operando no Brasil. Aumento de 20 por cento com respeito a 2013. É grande oportunidade. A Itália vê o Brasil como sócio estratégico, com muito interesse nos projetos do presidente Bolsonaro. A abertura do comércio internacional é muito importante para que as empresas sigam investindo no Brasil. Vou transmitir às mais altas esferas do governo italiano sobre este evento para consolidar as relações econômicas entre os dois países. Espero que o ministro Guedes venha à Itália em breve”.

Já Antonio Bernardini, o embaixador da Itália no Brasil, destacou a importância do encontro:

“Foi fantástico. O ministro tem diálogo aberto com as empresas italianas, que tem presença muito relevante aqui no Brasil. As expectativas são muito positivas”.