BIANUAL

BIANUAL

A partir de
Por R$ 299,00

ASSINAR
ANUAL

ANUAL

A partir de
Por R$ 178,00

ASSINAR
ANUAL ONLINE

ANUAL ONLINE

A partir de
Por R$ 99,00

ASSINAR


Mosaico Italiano é o melhor caderno de literatura italiana, realizado com a participação dos maiores nomes da linguística italiana e a colaboração de universidades brasileiras e italianas.


DOWNLOAD MOSAICO

Baixe nosso aplicativo nas lojas oficiais:

Menos eleitos para o Brasil

20 de março de 2018 - Por Stefania Pelusi
Menos eleitos para o Brasil

 

Os resultados dos votos na circunscrição da América Latina mostram uma clara hegemonia dos candidatos argentinos e uma baixa participação dos eleitores ítalo-brasileiros

Após uma lenta apuração dos votos no exterior, é possível delinear um quadro geral das eleições na América do Sul, embora não definitivo. Ao que tudo indica, o grande vencedor do pleito na circunscrição do continente foi a Argentina, que elegeu quatro dos seis representantes. O Movimento Asssociativo Italiani all’Estero (MAIE) e a Unione Sudamericana Emigrati Italiani (USEI) se impuseram às listas tradicionais, elegendo Ricardo Merlo (MAIE) e Adriano Cario (USEI) para o Senado e Mario Borghese (MAIE) e Eugenio Sangregorio (USEI) para a Câmara. No último Parlamento, o Brasil esteve representado pelo deputado Fabio Porta (Partido Democrático) e Renata Bueno (então USEI e agora Civica Popolare) e pelo senador Fausto Longo (PSI). No novo mandato, porém, os únicos candidatos eleitos residentes no Brasil deverão ser apenas dois: Fausto Longo, que se apresentou na lista de centro-esquerda pelo PD, e Luis Roberto Di San Martino Lorenzato Di Ivrea (Lega), da coalizão de centro-direita, ao seu primeiro cargo político. Procurados por Comunità, ambos disseram que aguardavam as comunicações oficiais para dar declarações.

Os argentinos não são rostos novos nas eleições no exterior, já que Merlo e Borghese foram deputados na última legislação. O fundador e presidente do USEI, Eugenio Sangregorio, que concorria a uma vaga desde que foi introduzido o voto no exterior, em 2006, este ano não economizou na campanha eleitoral: sua imagem estampava centenas de cartazes nas principais cidades da Argentina, com um slogan “sangue italiano, coração argentino”. Nas eleições de 2013, foi o partido que conseguiu eleger a ítalo-brasileira Renata Bueno. Neste pleito, conquistou duas vagas com dois candidatos argentinos.

MAIE se confirma como o partido mais votado na América do Sul

Como nas eleições de 2013, o candidato mais votado em todas as circunscrições no exterior foi o fundador e presidente do MAIE, o argentino Ricardo Merlo, que recebeu quase 53 mil votos, cerca de 20 mil a menos do que na eleição passada. De acordo com ele, o resultado deve-se à coerência demonstrada pelo seu movimento ao longo de mais de uma década.

— Nós fomos oposição, seja ao governo de centro-direita, seja ao governo de centro-esquerda, pois fizeram uma política que prejudicou os italianos no exterior. A nossa coerência foi recompensada com um voto de confiança porque todos os outros apoiaram o governo de centro-direita ou o governo de centro-esquerda, e as pessoas viram que ambos praticamente nos abandonaram. Por isso, continuam a apoiar nosso partido político, nossa maneira de atuar no Parlamento — afirmou à Comunità Merlo que, após dois mandatos como deputado, assumirá uma cadeira no Senado.

Em relação às diversas forças políticas que tentarão se unir para formar o governo, pois nenhum partido teve a maioria absoluta, Merlo diz que o MAIE está aberto ao diálogo.

— Daremos o nosso apoio àqueles que demonstrem um compromisso com um programa que olhe aos italianos no exterior, principalmente na reestruturação e no fortalecimento da rede consular — especifica o presidente do movimento fundado em 1997, na Argentina.

Ao ser questionado sobre a apuração dos votos no exterior em Castelnuovo di Porto — a 30 km de Roma — ele diz que não viu o caos relatado pela imprensa e que não viu nada de errado durante o pouco tempo em que esteve no local.

No Senado não haverá nenhum representante residente no Brasil, mas Merlo garante que vai representar todos os italianos da América do Sul.

— Não me sinto o representante de apenas um país. Tivemos uma quantidade importante de votos no Brasil, e para mim o problema da rede consular é a questão principal. O país que mais sofre com isso no mundo inteiro é Brasil. Por isso, se contribuirmos para resolver este problema, estaremos trabalhando para todos os italianos que vivem na América do Sul — ressalta.

Suspeita de fraude e irregularidades assombra voto no exterior

O Partido Democrático perdeu o seu assento no Senado, colocando-se em terceiro lugar na apuração dos votos, atrás do MAIE e do USEI. O deputado Fabio Porta, que concorria para uma vaga de senador, obteve cerca de 20 mil votos. Em sua página no Facebook, Porta agradeceu a todos os apoiadores e eleitores e parabenizou os candidatos eleitos, além de informar que o seu partido apresentou queixa na Corte d’Appello de Roma, alegando irregularidades. Em particular, a reclamação foi contra a chapa argentina USEI, por suspeita de milhares de votos atribuídos a Adriano Cario em diversas urnas de Buenos Aires. De acordo com ele, dependendo do rumo das investigações será feita denúncia penal. “Não é correto continuar a manchar a grande conquista representada pelo voto no exterior de episódios que não têm nada a ver com a honestidade e a dignidade dos italianos no mundo”, publicou na rede social.

Participação do Brasil diminuiu

De acordo com os dados, ainda não oficiais, o total dos votos dos italianos e ítalo-brasileiros residentes no Brasil e enviados para Roma para contagem foi de cerca cem mil, correspondente a 31% do volume geral registrado na América do Sul. Em 2008, a participação dos eleitores no Brasil nas eleições italianas foi de cerca 47% e, em 2013, foi de 36%. Entre as causas da baixa participação há quem aponte o período do Carnaval e das férias de verão, que coincidiram com as datas para votar no exterior; outros acreditam que foi culpa dos correios ou das listas dos eleitores fornecidas pelo Ministério italiano do Interior, em divergência com as listas consulares, pois não faltaram reclamações de pessoas que não receberam o envelope com as cédulas para votar.

Procurada, a Embaixada da Itália no Brasil informou à Comunità que não poderia se pronunciar antes dos resultados oficiais eleitorais, pois a apuração ainda estava em andamento no fechamento desta edição.

Voto por correspondência é criticado pelos candidatos

Muitos dos candidatos ítalo-brasileiros criticaram o modelo de voto pelo correio. Silvana Rizzioli, candidata do Liberi e Uguali, comentou, em uma rede social, a complexidade do processo eleitoral via Correios, pois cerca de 20% das fichas foram invalidados pela ausência do comprovante eleitoral. Ela reclamou que muitas cédulas eleitorais não retornaram aos Consulados em tempo hábil devido às férias coletivas e ao carnaval no Brasil. “Esse processo eleitoral, por correspondência, totalmente arcaico, está aberto a fraudes, como já aconteceu no passado”, publicou.

O candidato Thiago Roldi (Unital) lamentou o baixo número de votos dos descendentes italianos no Brasil. “Assim como em outros anos, teve um número muito baixo de votação, muito por conta dos eleitores que não conseguiram receber as cédulas de votação”, disse.

Cesare Villone (Forza Itália), da coligação de centro-direita, relatou que, no Ceará, os eleitores não receberam o envelope com as cédulas para votar.

Esta situação é gravíssima porque fere o princípio de direito de expressão do voto por negligência do sistema de voto italiano no exterior que não funciona! — desabafou.

Da mesma chapa, Andrea Dorini acredita que a tecnologia poderia resolver os problemas.

— Além disso, como é possível gastar mais de 200 milhões de reais para enviar os envelopes ao eleitor, que não se sabe se chegam à casa do eleitor ou se retornam a tempo aos Consulados? — questiona.

A questão faz com que todos os candidatos concordem com a necessidade de tornar o voto no exterior mais transparente e eficiente.

 

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

Comentários
Array
(
    [0] => WP_Term Object
        (
            [term_id] => 2964
            [name] => Edição 236
            [slug] => edicao-236
            [term_group] => 0
            [term_taxonomy_id] => 2964
            [taxonomy] => post_tag
            [description] => 
            [parent] => 0
            [count] => 36
            [filter] => raw
        )

    [1] => WP_Term Object
        (
            [term_id] => 2532
            [name] => Eleições Itália 2018
            [slug] => eleicoes-italia-2018
            [term_group] => 0
            [term_taxonomy_id] => 2532
            [taxonomy] => post_tag
            [description] => 
            [parent] => 0
            [count] => 132
            [filter] => raw
        )

    [2] => WP_Term Object
        (
            [term_id] => 2405
            [name] => Política italiana
            [slug] => politica-italiana
            [term_group] => 0
            [term_taxonomy_id] => 2405
            [taxonomy] => post_tag
            [description] => 
            [parent] => 0
            [count] => 16
            [filter] => raw
        )

)

ENQUETE

Com medidas de distanciamento e sanitização, pontos turísticos da Itália estão programando reabertura para visitantes a partir de junho. Você pretende viajar para o exterior antes do fim do ano?

Ver resultados

Carregando ... Carregando ...

NOSSO E-BOOK GRÁTIS

SIGA NAS REDES

HORA E CLIMA EM ROMA

  • 08h30
fique por dentro

Não perca
nenhuma
notícia.

Cadastra-se na nossa ferramenta e receba diretamente no seu WhatsApp as últimas notícias da comunidade.