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Lojistas de Nápoles criticam “abandono” do governo durante lockdown

29 de novembro de 2020 - Por Comunità Italiana
Lojistas de Nápoles criticam “abandono” do governo durante lockdown

A Itália flexibiliza, neste domingo (29), as medidas de lockdown na Calábria, no sul, e na Lombardia e Piemonte, no norte. Mas as cidades, que estão na chamada zona vermelha, considerada de alto risco de contaminação, permanecem em quarentena. Entre elas, Nápoles, capital da Campânia. A medida desagrada os lojistas napolitanos.

As lojas de presépio da rua San Gregorio Armeno deveriam estar cheias, mas permanecem fechadas. Angela, que trabalha no local, organiza sua butique sem poder vender a mercadoria. “Se eu vendesse detergente e decorações de Natal, poderia abrir, mas neste caso, deveria vender somente detergente. Mas não é assim”, explicou a agência ‘Rfi’.

Para ela, a situação é desigual: as lojas que vendem produtos considerados de primeira necessidade podem abrir, mas aproveitam para propor aos clientes artigos que não são essenciais. A concorrência é desleal, diz Angela. “Nós nos sentimos abandonados e deprimidos”, desabafa.

No popular Bairro Espanhol, Mario Talarico continua a trabalhar em seu ateliê de guarda-chuvas, mas não pode abrir sua loja. Para enfrentar a situação, ele criou o grupo Facebook “Para o Natal, escolha artesanato”, onde os microempresários podem expor seus artigos.  “As pessoas talvez possam redescobrir nossos produtos”, explica. “Isso nos ajuda a continuar unidos. ” A Covid-19 revelou o lado negativo das pessoas”, disse o artesão.

Crise econômica e social “dramática”

Na rua dos presépios, as mercadorias são pouco adaptadas à venda online. “Temos mais de 700 artigos em nosso site”, explica Daniele Gambardella. “Teríamos que chegar a pelo menos 2.500”, observa. Na entrada da loja, entre caixas para envio, Giuseppina Gaffiero não espera mais as ajudas do governo que, segundo ela, demoram a ser pagas. “Deveríamos receber € 1.000, mas a vacina deve chegar antes. Eles nos destruíram. Não vai ter Natal bis em janeiro”, lamenta a lojista.

“É dramático do ponto de vista social, econômico e do emprego”, diz Luigi de Magistris, prefeito de Nápoles. “A segunda onda foi muito mais dramática que a primeira. Tem mais pobreza, muitas atividades econômicas que foram interrompidas e não poderão ser retomadas. A situação é muito difícil”, afirma.

“Mas, independentemente disso, esta cidade é muito forte. Ela tem uma grande capacidade de resistir. É uma cidade muito solidária. Então, com certeza, tentaremos resistir e voltar. Mas precisamos do apoio do governo e da Europa. Uma ajuda mais forte e mais rápida”, diz Magistris.

“O município apresentou uma série de bons projetos e esperamos que eles sejam financiados pelo Recovery Fund”, diz. Trata-se de um fundo de recuperação da União Europeia. “Estamos confiantes, mas é necessário que isso seja feito rapidamente. Existem recursos importantes para o Sul, para Nápoles, e apresentamos ao governo projetos importantes para o desenvolvimento, o meio ambiente e as infraestruturas, e também no plano social”, completa o prefeito.

Zona vermelha

A região sul da Itália é a mais pobre do país, com altas taxas de desemprego e forte presença das máfias. O impacto da segunda onda na região deve aumentar estes problemas.

No começo de novembro, diante do aumento de casos de Covid-19 e a pressão no sistema de saúde, o governo italiano dividiu o país em três zonas – amarela, laranja e vermelha – segundo critérios que consideram intensidade de contaminação, número de focos da epidemia e capacidade dos hospitais em leitos de terapia intensiva. Além disso, em todo o país foi aplicado um toque de recolher das 22h às 5 da manhã.

Na zona vermelha, de alto risco, onde está a região da Campana, uma quarentena rígida foi imposta e apenas supermercados e farmácias ficam abertos. Bares, restaurantes, escolas e universidades permanecem fechados. Na zona laranja, de risco médio-alto, o comércio pode abrir e na zona amarela, de risco médio, bares e restaurantes também podem funcionar até 18 horas.

Além da Campana, outras quatro regiões continuam na zona vermelha: Vale d’Aosta, Trentino Alto Adige, Toscana e Abruzzo. (com dados da Rfi)

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

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