David Sassoli enfrentará legislatura com mais eurocéticos e eventual saída de deputados britânicos

O Parlamento Europeu escolheu nesta quarta-feira (3) o social-democrata italiano David Sassoli como novo presidente para os próximos dois anos e meio. A decisão foi fechada após duas rodadas de votações durante a primeira sessão plenária da legislatura, formada depois das últimas eleições europeias, realizadas em maio.

De 63 anos, é um ex-jornalista originário de Florença. Ele atua como eurodeputado há uma década, e é vice-presidente do Legislativo europeu desde 2014. Substitui o também italiano Antonio Tajani, depois de ter obtido 345 votos. Também concorriam a ecologista alemã Ska Keller, o conservador eurocético tcheco Jan Zahradil e a esquerdista radical Sira Rego — com, respectivamente, 119, 160 e 43 votos.

— Esta legislatura deverá levar a uma mudança possível e necessária para fazer com que a Europa seja mais moderna — disse Sassoli, antes de ser eleito nesta quarta-feira.

O italiano presidirá o Legislativo na primeira metade da legislatura de cinco anos. Deverá enfrentar um Hemiciclo com expandida presença de eurocéticos e com a eventual saída, prevista para o fim de outubro, dos eurodeputados britânicos, por causa do Brexit.

A atribuição da Presidência do Parlamento aos social-democratas — a segunda força do Parlamento Europeu, com 154 dentre 751 cadeiras — se inscreve no mesmo acordo entre o presidente francês, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel, que decidiu quem ocupará os altos cargos do bloco nos próximos anos.

A alemã Ursula von der Leyen, vice-presidente da União Democrata Cristã (CDU), será presidente da Comissão Europeia, enquanto a francesa Christine Lagarde, hoje diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), ocupará a Presidência do Banco Central Europeu (BCE), encarregado de supervisionar a estabilidade da moeda nos 19 membros da zona euro.