O ministro das Relações Exteriores da Itália, Enzo Moavero Milanesi, reafirmou nesta quinta-feira (2) que o país se opõe a qualquer estratégia militar para a crise na Venezuela.

“Nós não consideramos nunca as opções militares. A nossa Constituição é explícita: a Itália repudia e renuncia à guerra como meio de resolução de controvérsias internacionais”, disse o chanceler.

Na quarta (1), os Estados Unidos disseram que era “possível” que o país pensasse em uma ação militar para a crise na Venezuela, o que irritou a Rússia, aliada do regime de Nicolás Maduro. A Espanha também adotou cautela em relação à crise. Apesar de apoiar o opositor Juan Guaidó, Madri ressalta que é necessária a convocação de novas eleições e que não apoiará um golpe militar.   

No último dia 30, Guaidó convocou a população às ruas e anunciou que tinha o apoio das Forças Armadas para tirar Maduro do poder. No entanto, Maduro apareceu em um vídeo garantindo que ainda tem suporte dos militares.