Nesta sexta-feira (2), a Itália recordou os 39 anos do massacre de Bolonha, atentado terrorista ocorrido na manhã de 2 de agosto de 1980 contra a estação central da cidade que matou 85 pessoas e deixou mais de 200 feridas.   

O ataque foi materialmente atribuído à organização terrorista neofascista Nuclei Armati Rivoluzionari. No entanto, o caso ainda gera polêmica na Itália, pois não foram identificados os mandantes do atentado, nem as motivações. Algumas teorias suspeitam, inclusive, do envolvimento de outros grupos e até do serviço secreto italiano.

“As instituições conseguiram definir uma verdade judiciária, levando a condenação dos executores e trazendo à tona a matriz neofascista dos terroristas. Mas o trabalho, no entanto, não conseguiu eliminar as zonas sombrias que persistem sobre os idealizadores do atentado”, lamentou o presidente da Itália, Sergio Mattarella.

O chefe de Estado italiano afirmou que o atentado de Bolonha é “uma parte impossível de ser apagada da memória do povo italiano e da história da República”.

“As democracias se nutrem de sentimentos profundos de humanidade”, comentou