Militares italianos integram a missão da OTAN no país

A ministra da Defesa da Itália, Elisabetta Trenta, anunciou que pretende retirar os militares italianos do Afeganistão em até um ano, informaram fontes do governo. A ideia do governo é instruir o Comando Operacional Interinstitucional (COI) para avaliar a retirada do contingente italiano. A expectativa é de que o planejamento ocorra durante cerca de 12 meses.

“A decisão da ministra da Defesa, Elisabetta Trenta, de confiar a retirada de nosso contingente ao Comitê de Operação Conjunta é muito positiva”, comemorou o Movimento 5 Estrelas (M5S) em nota.

Segundo a ministra, o prazo foi determinado para que seja possível reavaliar a presença das forças de segurança da Itália em missões internacionais nas quais estão envolvidas. A declaração de Trenta foi recebida com “alegria e comoção” porque encerra “17 anos de missão”, revelaram senadores do M5S da Comissão de Defesa.

“O anúncio muito importante porque vem junto com as notícias encorajadoras de um acordo histórico entre os Estados Unidos e o Talibã que abre caminho para a retirada geral das tropas e a pacificação no país após 17 anos de guerra”, disseram.

De acordo com relatos, a medida já era esperada desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em dezembro passado que planejava retirar do Afeganistão cerca de metade dos 14 mil soldados que estão no país.

A Itália integra a missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no Afeganistão, que fornece treinamento e assistência às forças de segurança do país no combate ao terrorismo e a insurgentes islâmicos, como o grupo Talibã.