Mandados de busca e apreensão foram executados nesta quarta-feira (30)

Após a tragédia em Gênova, policiais italianos cumpriram mandados de busca e apreensão em escritórios de três empresas, a Autostrade, a SPEA e a UTSA, como parte de uma operação que investiga os riscos de desabamento de cinco pontes no país.

Os mandados foram executados em Gênova, Milão, Bolonha, Florença e Bari. Na operação, pelo menos 10 pessoas são investigadas, como técnicos e dirigentes das empresas. Segundo as autoridades, os cinco viadutos avaliados estão em “estado crítico” e correm riscos de acidente.

As pontes investigadas são as de “Paolillo”, na autoestrada que liga Nápoles à Canosa; os de “Pecetti” e “Sei Luci”, em Gênova; a ponte “Gargassa”, em Rossiglione, e o viaduto “Moro”, em Pescara.

A empresa SPEA, em nota oficial, assegurou a “total independência, correção formal e substancial, além da transparência das atividades de inspeções técnicas nas estruturas”.

Enquanto a Autostrade, também em comunicado, afirmou que “não existe nenhum risco para a segurança” nos cinco viadutos que foram citados.

As investigações tiveram início por conta da tragédia da Ponte Morandi, que desabou em 14 de agosto de 2018 e matou 43 pessoas.

Cinco meses após a tragédia, foi estabelecida a data de 8 de fevereiro para que a estrutura seja completamente demolida. No local, será construída uma nova ponte, com projeto assinado pelo renomado arquiteto Renzo Piano.