O Departamento do Tesouro da Itália informou à Comissão Europeia nesta segunda-feira (22) que manterá seus planos orçamentários, desafiando as regras fiscais da União Europeia, mas prometeu intervir caso não cumpra suas metas de déficit e dívida

Em uma carta à Comissão, o ministro da Economia, Giovanni Tria, disse reconhecer que o plano de orçamento de 2019, que deve elevar o déficit fiscal do próximo ano a 2,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), não está alinhado com o pacto de estabilidade e crescimento da UE.

No entanto, ele disse que o governo teve que responder a anos de mau desempenho econômico, acrescentando que não pretende expandir ainda mais o déficit orçamentário em 2020 e 2021.

“O orçamento foi uma decisão difícil, mas necessária, tendo em vista o atraso da Itália em alcançar os níveis pré-crise do PIB e as desesperadas condições econômicas em que os cidadãos mais desfavorecidos se encontram”, escreveu Tria.

“O governo acredita que o que explicou é suficiente para esclarecer a configuração de seu orçamento e que a lei (fiscal) não colocará em risco a estabilidade financeira da Itália ou de outros países membros da UE”, acrescentou.

A Comissão Europeia enviou a Roma uma carta de advertência sobre o orçamento na semana passada – o primeiro passo formal de um procedimento que pode levar Bruxelas a rejeitar o plano fiscal e impor multas à Itália.

Um porta-voz da UE disse nesta segunda-feira que a Comissão Europeia vai discutir e decidir na terça-feira as próximas etapas do procedimento para avaliar o projeto de orçamento da Itália para 2019.

(Reuters)