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Itália completa um ano do primeiro paciente infectado pela Covid-19

21 de fevereiro de 2021 - Por Comunità Italiana
Itália completa um ano do primeiro paciente infectado pela Covid-19

Neste domingo (21), faz um ano que uma pequena cidade do interior da Itália chamou a atenção do mundo inteiro. Foi a primeira a registrar a transmissão local do novo coronavírus fora da China

A pequena Codogno, de 15 mil moradores, acordou no dia 21 de fevereiro de um ano atrás com um caso de Covid no hospital, e rapidamente se tornou o primeiro grande foco de transmissão do novo coronavírus fora da China.

Codogno, outras dez cidades da Lombardia e uma do Veneto foram completamente fechadas.

O empresário Antonio Falchetti conheceu o lockdown antes da maior parte do mundo: “Era um caos total, ninguém sabia o que fazer.”

O pai dele, Umberto Falchetti, de 86 anos, presidente da fábrica, foi uma das primeiras vítimas. “Era uma pessoa saudável que morreu em uma semana”, conta Antonio Falchetti.

O professor Marzio Toniolo pegou a câmera e começou a tirar fotos que logo seriam compartilhadas por agências de notícias em todo o mundo. “É um documento das nossas vidas, não apenas dentro de quatro paredes, mas também o que acontecia lá fora”, afirma.

Agora, a família está de novo em quarentena. A mulher, Chiara, teve contato com alguém positivo e está isolada. Ela e a filha comem separadas por uma porta. Bianca vai fazer quatro anos e passou um quarto da vida dela na era Covid.

“Realmente parece que voltamos um ano no tempo, para reviver as mesmas coisas. Nem posso acreditar”, lamenta Marzio.

A Itália perdeu quase 100 mil vidas e ainda hoje morrem centenas por dia de Covid.

Um ano depois, as mutações do vírus, principalmente as variantes inglesas, já dominam mais 60% de várias regiões da Itália. As máscaras são obrigatórias, o distanciamento social também. E as autoridades recomendam que as pessoas fiquem em casa o maior tempo possível.

Mapa da mortalidade

Apesar de números já vultosos, uma análise dos óbitos registrados ao longo de 2020 indica que é preciso esperar mais um pouco para se ter uma ideia exata do custo em vidas da pandemia na Itália.

Desde o fim de fevereiro, entre 17h e 18h, o governo italiano divulga religiosamente as estatísticas diárias da crise sanitária, mas, assim como em outros países, esses dados são acompanhados pela sombra da subnotificação.

Esse fenômeno foi mais comum nos primeiros meses da pandemia, quando muitos idosos morreram em casa, asilos ou clínicas privadas antes mesmo de um diagnóstico, produzindo uma série de óbitos que não entraram nas planilhas da Covid-19.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (Istat), equivalente ao IBGE na Itália, o país teve uma média de 587.487 mortes por ano entre 2015 e 2019, considerando o período de 1º de janeiro a 30 de novembro.

No entanto, em 2020 foram registrados 668.453 óbitos nos primeiros 11 meses do ano, o que significa um “excedente” de 80.966 em relação à média do quinquênio anterior. Oficialmente, a Itália contabilizou 55.576 mortes por Covid-19 até 30 de novembro, 25.390 a menos que o “excedente” de óbitos no país.

Considerando o período entre março e maio, primeiro pico da pandemia, a média foi de 160.793 óbitos entre 2015 e 2019, contra 211.393 em 2020, um “excedente” de 50.600 mortes – em 31 de maio, a Itália somava 33.415 falecimentos atribuídos ao novo coronavírus.

“Desde o fim de fevereiro [de 2020], observou-se uma clara inversão de tendência em relação à evolução favorável da mortalidade que havia caracterizado a temporada invernal de 2019-2020”, diz um relatório publicado pelo Istat no último dia 3.

De acordo com o instituto, no período entre junho e setembro, quando a Itália deu sinais de que havia controlado a pandemia, o número de mortes voltou ao patamar esperado na comparação com a média de 2015 a 2019, porém logo viria um novo repique.

Em outubro e novembro, quando começou a chamada “segunda onda”, o país contabilizou 136.844 óbitos, contra 103.052 na média dos cinco anos anteriores, uma diferença de 33.792. Naquele mesmo período, no entanto, a Itália registrou 19.699 mortes confirmadas por Covid-19.

Lombardia

Epicentro da pandemia na Itália, a Lombardia concentra 45 dos 100 municípios com maior “excedente” de mortes em 2020.

Em seguida aparecem Piemonte (25), Trentino-Alto Ádige (oito) e Vale de Aosta (oito). As quatro regiões ficam no norte do país, e esses dados levam em conta até 30 de novembro.

Considerando apenas março a maio, a predominância da Lombardia é ainda maior (61 municípios entre os 100 com maior excedente), mas o Piemonte (30) aparece em primeiro lugar quando se leva em conta o período entre outubro e novembro.

A “segunda onda” também marcou uma distribuição maior da pandemia pelo território italiano. 13 das 20 regiões da Itália estão representadas na lista de 100 cidades com maior excedente de mortes entre março e maio (sendo que Lombardia e Piemonte concentram 78% desses municípios), mas esse número subiu para 16 entre outubro e novembro (59% na Lombardia e no Piemonte).  

Cerimônias recordam um ano de pandemia na Itália

Homenagens às vítimas da pandemia marcaram neste domingo o aniversário de um ano do primeiro paciente infectado pela Covid-19 na Itália, um dos países mais atingidos pelo novo coronavírus.

Em Codogno, cidade que registrou os primeiros casos de transmissão interna do vírus Sars-CoV-2 no país, foi inaugurado um memorial dedicado aos mortos na pandemia; enquanto Vo’, município onde residia a primeira vítima na Itália, as autoridades locais plantaram uma oliveira para relembrar quem faleceu devido à Covid-19.

O memorial de Codogno é constituído de três totens de aço que representam o município e seus dois distritos. Foi nessa cidade da Lombardia, na madrugada de 20 para 21 de fevereiro de 2020, que médicos detectaram o primeiro caso de Covid-19 na Itália que não havia sido importado da China.

Mattia Maestri, hoje com 39 anos, chegou a ficar um mês internado para tratar da doença, apesar de ser um maratonista amador, e a cidade enfrentou um duro lockdown com toque de recolher e bloqueios do Exército para conter o surto.

“Resiliência, a conhecemos bem. Comunidade, fomos uma família. Recomeço, temos diante de nós um ano no qual a ciência nos deu essa arma que é a vacina. Sabemos que esse é o caminho e que só com a vacinação em massa poderemos retomar nossas vidas e olhar para o futuro”, disse o prefeito de Codogno, Francesco Passerini, durante o evento.

Já em Vo’, no Vêneto, a cerimônia de plantação da oliveira em homenagem às vítimas reuniu políticos, médicos e membros da sociedade civil. “Fomos a primeira zona vermelha da Itália, fechados com um cordão sanitário que nos permitiu conter o contágio, mas, sem o nosso forte senso de responsabilidade, de nada teria valido aquele período de fechamento total”, declarou o prefeito Giuliano Martini.

De acordo com o governo, a Itália registrou 2,8 milhões de casos e 95.486 óbitos em um ano de pandemia. Isso representa, segundo a Universidade Johns Hopkins, a sexta maior taxa de mortalidade pelo novo coronavírus em todo o mundo, atrás apenas de San Marino (que fica dentro da própria Itália), Bélgica, Eslovênia, Reino Unido e República Tcheca. (com dados da Ansa e JN)

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

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