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Itália bate recorde de temperatura na Europa com 48,8°C e luta contra incêndios florestais

12 de agosto de 2021 - Por Comunità Italiana
Itália bate recorde de temperatura na Europa com 48,8°C e luta contra incêndios florestais

Medição foi registrada na região da Sicília e superou o recorde europeu anterior, que era de 48,5ºC marcado em 1999 também na Itália

A forte onda de calor que atinge a Itália fez o país registrar na quarta-feira (11) a temperatura de 48,8ºC, um recorde para a Europa. A explicação para as medições está naquilo que os meteorologistas classificam como um anticiclone, fenômeno formado por uma zona de alta pressão atmosférica que eleva as temperaturas. O anticiclone que afeta o país foi apelidado de “Lúcifer”.

A temperatura de 48,8ºC, verificada na região da Sicília, bate o recorde europeu anterior: em 1999, os termômetros registraram 48,5ºC, também na Itália.

Na região da Calábria e na Sicília, os bombeiros tiveram que realizar 300 intervenções nas últimas 12 horas para apagar focos de incêndio. Sete aviões Canadair foram mobilizados desde o amanhecer para lançar água sobre as chamas, de acordo com os bombeiros.

Os incêndios fizeram três vítimas na quarta-feira.

Uma delas é o aposentado Mario Zavaglia, 76 anos, morto no desabamento de sua casa em função de um foco de incêndio nos campos de Grotteria, pequeno município da região da Calábria.

Zavaglia havia ido até a propriedade para cuidar de um plantio, mas em poucos minutos as chamas envolveram a habitação e não deixaram escapatória para ele.

O corpo carbonizado foi encontrado por um dos filhos do aposentado, que estava preocupado com a demora do pai para voltar. Zavaglia havia se mudado para Grotteria recentemente e habitava no centro da cidade, mas visitava o terreno no campo diariamente para fazer trabalhos agrícolas.

A outra vítima é um agricultor de 30 anos que morreu esmagado por seu trator em Paternò, na Sicília, quando tentava apagar um incêndio em uma propriedade rural. Ele transportava um barril cheio de água, mas o veículo acabou virando em uma curva e matando o agricultor instantaneamente.

A terceira vítima é Nicola Fortugno, 79 anos, cujo corpo foi encontrado em Cardeto, na província de Reggio Calabria. O idoso, que havia ido para sua propriedade e já tinha sido até dado como desaparecido, foi localizado sem vida devido às queimaduras causadas pelo incêndio que atingiu a região.

Na semana passada, duas pessoas já haviam morrido em San Lorenzo, na Calábria, totalizando cinco vítimas na atual temporada de incêndios florestais na Itália.

Outras quatro pessoas sofreram queimaduras nas chamas que atingiram Vinco, um vilarejo de Reggio Calabria, e foram levadas para um hospital local.

Enquanto isso, a Madonia, região montanhosa próxima Palermo, capital da Sicília, está há vários dias cercada por chamas que são alimentadas pelo vento e pelo calor extremo. O fogo destrói plantações, casas e fábricas.

Incêndios chegam ao Etna

Os incêndios florestais chegaram nesta quinta-feira (12) ao Monte Etna, vulcão ativo de maior altitude na Europa. Um bosque na cidade de Linguaglossa, que fica às margens do Parque do Etna, foi devorado pelas chamas deflagradas na última madrugada. O incêndio também destruiu vinhedos e cabanas de agricultores, enquanto aviões e helicópteros atuam para conter o fogo.

Estado de emergência

O governador da Sicília, Nello Musumeci, pede que seja declarado estado de emergência para a Madonia. O ministro da Agricultura, Stefano Patuanelli, visitou o local na quarta-feira e prometeu “uma ajuda àqueles que perderam tudo”.

“Devemos, também, promover o papel da agricultura como guardiã do território” disse Patuanelli. “Devemos garantir que o agricultor que cuida de terras improdutivas, com manejo do solo que sirva para prevenir incêndios, seja protegido e amparado.”

Na Calábria, as chamas ameaçam o Geoparque Global da Unesco de Aspromonte, um parque nacional do país. O presidente da ONG ambiental WWF Itália pediu na terça-feira “a intervenção imediata de recursos aéreos adicionais”.

“Caso contrário, será tarde demais e perderemos para sempre um patrimônio de valor inestimável”, lamentou.

Ele também pediu “aumento da vigilância no campo porque nas áreas onde os incêndios já foram extintos houve registro de novos focos, muitos originados por criminosos inescrupulosos”, denunciou.

A Sardenha, onde um trabalhador rural de 35 anos foi preso na terça-feira (10) como suspeito de provocar incêndios criminosos, não foi poupada: 13 incêndios foram registrados em apenas um dia e seis deles exigiram a intervenção de meios aéreos.

Triplo de incêndios

De acordo com o Coldiretti, o principal sindicato agrícola do país, o número de incêndios mais do que triplicou neste verão em comparação com a média do mesmo período, entre 2008 e 2020.

“Se por um lado seis em cada dez incêndios são de origem criminosa, por outro é necessário sublinhar as consequências do abandono de explorações agrícolas e a falta de fiscalização das florestas de domínio público”, destaca o sindicato, já que mais de um terço da Itália é coberto por bosques e florestas (11,4 milhões de hectares). “Temos que acabar com o abandono do campo”, conclui.

Animais não resistem ao fogo

 Junto com a vegetação, animais silvestres também se tornam reféns do fogo, a maioria das vezes ateado propositalmente.

A Itália é frequentemente palco de incêndios criminosos, mas este ano a situação piorou. Segundo a associação Legambiente, nos últimos dois meses, cerca de 20 milhões de animais morreram em incêndios. São ouriços, veados, esquilos, tartarugas, lagartos, entre outras espécies de mamíferos, pássaros e répteis, que cercados pelo fogo e intoxicados pela fumaça, não conseguem fugir para locais seguros.

A estimativa de animais silvestres mortos é calculada com base nos hectares de terra queimada. Nos dois primeiros meses deste verão no Hemisfério Norte, cerca de 100 mil hectares foram devorados pelas chamas.

O massacre se repete de forma dramática todos os anos e diz respeito principalmente ao sul do país. No total, 55% das chamas concentram-se nas regiões meridionais da península italiana, como a Campânia, Apúlia, Calábria, Sardenha e Sicília.

O crime de incêndio é severamente punido por lei na Itália porque as consequências podem ser devastadoras, destruindo hectares de árvores e causando a morte de pessoas e animais, com incalculáveis danos ambientais. As penas podem chegar de 7 a 10 anos de prisão.

Mas, apesar das penas serem severas para os incêndios criminosos, dificilmente elas são aplicadas. O crime organizado também se aproveita desta situação.

Incêndios criminosos

Os motivos de um incêndio podem ser vários: intimidar, causar danos à polícia, eliminar trechos de mata para novas construções, entre outros. Em alguns casos, na Itália, o fogo é provocado pelas próprias pessoas que devem apagá-lo, ou seja, trabalhadores florestais precários que querem receber um pagamento extra.

O assessor para o Território e Ambiente da Sicília, Toto Cordaro, afirmou ao jornal italiano La Repubblica que “existe um plano criminoso nos incêndios”. Para agravar a situação, na região siciliana, cerca de 400 bombeiros florestais estão de férias a partir de 10 de agosto.

Nos próximos dias, o anticiclone responsável pela onda de calor que atingiu a Itália, chamado de Lúcifer, deverá se deslocar para o norte, onde as temperaturas devem atingir entre 39ºC e 40ºC na Toscana (centro do país), neste fim de semana de 15 de agosto e no Lazio (região de Roma).

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

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