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Il Lettore Racconta

22 de janeiro de 2018 - Por Mauricio Cannone
Il Lettore Racconta

Da Áustria para o norte da Itália há mais de 200 anos para fugir das invasões napoleônicas e há quase 150 da Itália para o Brasil, onde se estabeleceu no Espírito Santo, estado no qual a imigração do Belpaese é bem significativa. Esta é a saga da família de João Valdir Stelzer, que contou um pouco da sua história e de seus ascendentes ao repórter Maurício Cannone

Os bisavós paternos de Valdir vieram do Tirol do Sul, na província de Trento, na Região do Trentino-Alto Ádige. Também da Itália setentrional emigraram ancestrais do lado materno, originários da Região Lombardia:

— Sou descendente de família italiana, por parte de pai, da família Stelzer, do município de Pergine Valsugana e, por parte de mãe, da família Zanoni, de Brescia. Famílias que emigraram para o Brasil no ano de 1875 partindo do porto de Gênova e embarcaram no navio chamado Fenelon. Esses imigrantes se estabeleceram inicialmente em Santa Tereza, no estado do Espírito Santo, acredito que por ser região de clima frio.

Eram camponeses vindos da Itália para explorar região desconhecida, como explica Stelzer:

— Naquela oportunidade, foram esses imigrantes italianos que desbravaram as terras capixabas, onde tiveram que fazer picadas nas matas para adentrarem na região montanhosa de Santa Tereza, enfrentando todo tipo de desafio, tais como animais ferozes até então desconhecidos por eles na Itália. Também tiverem febre amarela e tifo. Stelzer, em alemão, significa pessoas que andam em pernas de pau. Meu bisavô Antonio Stelzer casou-se com Maria Stelzer, que já tinha antes o mesmo sobrenome. Acho que casaram entre parentes na Itália. Eram camponeses. Pegaram na enxada, desbravaram as terras. Praticavam agricultura de subsistência. Havia promessa de terras quando vieram da Itália e no Brasil encontraram mata virgem.

E a história da família continuou mesmo no Espírito Santo:

— Meu pai, José Stelzer, tinha cinco colônias de terras, adquiridas de meu avô Antônio Stelzer. Em 1960, essas terras foram vendidas para a família Sperandio, e mudamos para Colatina, também no Espírito Santo. Em dezembro de 1969, me mudei para Vitória, capital do estado, para trabalhar numa fábrica de esquadrias como técnico em contabilidade, fato esse que mudou totalmente meu destino pessoal e profissional.

E houve mais mudanças na vida de João Valdir Stelzer:

— Em novembro de 1971, ainda trabalhando nessa fábrica, tive um sério acidente de carro que me deixou cinco meses de hospital, ficando internado até março de 1972, no Hospital Santa Luzia, no Rio de Janeiro. Depois de ter tido alta, retornei para Vitória. Em maio de 1972, com apenas 22 anos de idade, adquiri meu escritório de contabilidade. Na época, estava sem nenhum recurso financeiro, mas com muita vontade de lutar. Então iniciei minha vida de profissional de contabilidade como empresário. Nessa atividade, fundei a empresa Stelzer Contabilidade em maio de 1972, da qual sou proprietário. É onde trabalho até hoje. Fui conselheiro do Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Espírito Santo por duas gestões e Conselheiro do Conselho Federal de Contabilidade por um período.

A língua dos ancestrais reviveu na família:

— Em 2006, comecei a estudar italiano por amor ao idioma. Com a convivência com meus pais e avós, não foi difícil aprender pelo menos o básico, o qual estudo e pratico até hoje com muita alegria e paixão. Já visitei a terra de meus ascendentes duas vezes, em 2006 e 2008, onde tive oportunidade de conhecer várias cidades, como Roma, Assis, Florença, Milão e Veneza. Não consegui ainda a cidadania italiana, mas já tenho a documentação necessária para tanto, apenas esperando abrir o vice-consulado italiano em Vitória, porque o deslocamento até o Rio de Janeiro é muito trabalhoso. Minha família é numerosa tanto por parte de pai como de mãe. A família de meu bisavô gerou dez irmãos alguns nascidos na Itália. Meu avô gerou mais 12. Meu pai teve dez filhos; eu, apenas dois.

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

Leia também outras matérias da nossa revista.



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