136 cidades da Itália vão às urnas nesse domingo (9) para o segundo turno das eleições municipais, em um pleito que engloba cerca de 3,6 milhões de eleitores e polariza a disputa entre as coalizões de esquerda e direita   

Ao todo, serão 124 municípios com população superior a 15 mil habitantes – limite estabelecido para a realização de segundo turno caso nenhum candidato a prefeito recebesse mais de 50% dos votos -, incluindo 15 capitais de província e duas de região.   

Outras 12 cidades com menos de 15 mil moradores voltarão às urnas porque tiveram empate no primeiro turno, realizado em 26 de maio. As duas capitais de região em jogo são Campobasso (Molise) e Potenza (Basilicata), governadas, respectivamente, pelo Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, e pela legenda Irmãos da Itália (FDI), de extrema direita.   

Em Campobasso, o prefeito Antonio Battista foi alijado do segundo turno, que tem um embate entre Maria D’Alessandro (39,7%), da coalizão de direita liderada pela Liga, do ministro do Interior Matteo Salvini, e Roberto Gravina (29,4%), do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S).

Já em Potenza, Mario Guarente (44,7%), da Liga, enfrenta o independente Valerio Tramutoli (27,4%). O cenário nessas duas cidades não reflete o que acontece na grande maioria das 15 capitais de província em disputa: das outras 13 que estão em jogo, além de Campobasso e Potenza, 10 têm brigas entre esquerda e direita – o M5S foi ao segundo turno apenas em Campobasso.   

As atenções estão voltadas para Ascoli Piceno, Avellino, Biella, Cremona, Ferrara, Foggia, Forlì, Livorno, Prato, Reggio nell’Emilia, Rovigo, Verbania e Vercelli.   

No primeiro turno, a esquerda, liderada pelo PD, venceu em Florença e Bari, entre as capitais regionais, e Bergamo, Lecce, Modena e Pesaro, entre as capitais provinciais. Já a aliança de direita da Liga conquistou a capital da Úmbria, Perúgia, e as capitais de província Pavia, Pescara e Vibo Valentia.   

Relegado ao papel de oposição após cinco anos de governo, o PD tem conseguido resultados mais significativos em eleições municipais do que em regionais ou nacionais. Neste domingo (8), tentará recuperar Livorno, tradicional bastião da esquerda italiana, e a “vermelha” Ferrara, onde a Liga, catapultada pela popularidade de Salvini, subverteu o histórico da cidade e se tornou favorita.

(Com informações da ANSA)