Impasse em acordo por reajuste na diária dos músicos acarreta em greve do Teatro Scala, em Milão, a partir do dia 18 de outubro

Além da greve marcada para o dia 18 de outubro, os sindicatos que representam funcionários da histórica casa de óperas situada em Milão, na Itália, realizaram uma paralisação na terça-feira (1°) após o conselho de administração não ter ratificado um acordo de maio passado para aumentar as diárias pagas em turnês no exterior.

A greve começará no dia de estreia da ópera “Giulio Cesare in Egitto”, de Georg Friedrich Händel (1685-1759), com o maestro Giovanni Antonini, e marca o fim da paz que marcou a gestão do superintendente Alexander Pereira – ele deixará o cargo em 15 de dezembro.

Após a reunião do conselho na última segunda-feira (30), o presidente do colegiado e prefeito de Milão, Giuseppe Sala, reconheceu que o problema das diárias está “explodindo”, mas disse que os valores só podem ser mudados pelo Parlamento.

Sala afirmou ter pedido para o ministro dos Bens Culturais da Itália, Dario Franceschini, inserir na Lei Orçamentária para 2020 uma atualização das tabelas de pagamento, mas não foi suficiente para acalmar os sindicatos.

Em 21 de maio passado, as entidades sindicais haviam chegado a um acordo com a direção do Teatro alla Scala para instituir um subsídio diário de 50 euros nas viagens ao exterior, mas o plano não foi ratificado pelo conselho.

Os valores das diárias estão congelados desde 2001 e, segundo os sindicatos, não permitem cobrir despesas básicas em cidades como Xangai, onde a orquestra do Scala tem agendada uma turnê entre 18 e 22 de outubro. (Com informações da ANSA)