Enquanto Salvini pede a queda de Maduro, M5S adoto um tom diplomático

O governo da Itália assumiu uma postura de cautela em relação à crise na Venezuela, evitando demonstrar apoio explicitamente para qualquer lado. Declarações dos dois partidos da coalização, contudo, deixaram claro que há divisões sobre o tema.

“Estou com o povo venezuelano e contra regimes como aquele de Maduro, fundado na violência, no medo e na fome. Quanto antes cair, sem mais confrontos, melhor”, escreveu no Twitter o ministro do Interior e vice-premier Matteo Salvini, da ultranacionalista Liga, em um raro momento de não-alinhamento com a Rússia.

“Qualquer que seja nossa visão, de Maduro, do chavismo e das relações políticas na América Latina, as mudanças na Venezuela devem ocorrer em um contexto político, democrático e não-violento”, afirmou o subsecretário de Relações Exteriores Manlio Di Stefano, falando pelo partido.
O primeiro-ministro Giuseppe Conte manteve a mesma linha e expressou “forte preocupação pelo risco de uma escalada da violência”.
“Estamos próximos ao povo venezuelano e ao lado da coletividade italiana no país. Desejo um percurso democrático e que respeite a liberdade de expressão e a vontade popular”, disse.
A Itália não reconheceu oficialmente a legitimidade do autoproclamado presidente Juan Guaidó.