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G20 alcança acordo tímido sobre o clima antes da COP26

31 de outubro de 2021 - Por Comunità Italiana
G20 alcança acordo tímido sobre o clima antes da COP26

Os líderes do G20, responsáveis por 80% das emissões de gases poluentes, alcançaram, neste domingo (31), em Roma, um acordo sobre suas ambições climáticas, pouco antes do início da conferência da ONU sobre o clima em Glasgow. Os líderes das 20 nações mais desenvolvidas se comprometem a limitar o aquecimento global a 1,5ºC em relação à era pré-industrial e reduzir o uso do carvão, mas não definem uma data precisa para a neutralidade de carbono, segundo o esboço da declaração final consultado pela agência de notícias “Afp”.

“Se o G20 era um ensaio geral para a COP26, os líderes mundiais se equivocaram”, declarou a diretora-geral do Greenpeace, Jennifer Morgan, para quem os líderes “não estiveram à altura do desafio”.

“Não passam de medidas obscuras em vez de ações concretas”, comentou Friederike Röder, da Global Citizen.

A pressão sobre os líderes do G20 reunidos em Roma desde sábado, em sua primeira cúpula presencial desde 2019, foi forte. Do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, ao papa Francisco, os apelos por medidas ambiciosas se multiplicaram até o último minuto.

“Estamos diante de uma escolha simples: podemos agir agora ou lamentar mais tarde”, declarou o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, para quem as medidas tomadas desde o Acordo de Paris foram “insuficientes”.

A linguagem usada no rascunho da declaração final é “mais forte” do que no referido pacto, segundo duas fontes que participaram das negociações. O G20 se compromete a “continuar os esforços para limitar o aquecimento global a 1,5ºC”, uma meta que requer “ações e compromissos significativos”.

Os países se comprometem a deixar de financiar a construção de novas usinas a carvão no exterior, embora sem especificar quaisquer medidas em nível nacional, e defendem o alcance da neutralidade de carbono “até meados do século”, formulação mais ampla que a data de 2050 proposta pela Itália.

Esta última referência é “muito significativa, considerando a diversidade dos países participantes do G20”, relativizou a presidência francesa.

A China, por exemplo, que emite mais de um quarto dos gases de efeito estufa, quer alcançar a neutralidade de carbono até 2060.

As 20 nações mais desenvolvidas, incluindo México, Brasil e Argentina, também reafirmam o compromisso, até agora não cumprido, de mobilizar 100 bilhões de dólares para os custos de adaptação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento.

EUA e UE fecham acordo sobre tarifas de aço e alumínio

O governo dos Estados Unidos e os líderes da União Europeia conseguiram fechar um acordo na noite de sábado (30) sobre a guerra comercial iniciada há três anos sobre as tarifas de importação que atingem o aço e o alumínio europeus.

Segundo a secretária de Comércio de Washington, Gina Raimondo, o pacto vai manter a tarifa de 25% sobre os dois itens impostas pelo governo de Donald Trump, criada em 2018, mas vai permitir uma entrada de “quantidades limitadas” de aço e alumínio sem essas taxas extras.

Em troca, o bloco europeu não vai retaliar a medida e não vai impor o aumento de taxação em produtos norte-americanos, como motocicletas, Bourbon e outros itens alimentares.

Apesar de concordar que as conversas continuarão, Sullivan ressaltou que o pacto “remove o maior fator de irritação nas relações bilaterais” e o transforma “em um progresso comum até o objetivo central”.

O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, falou neste domingo (31) sobre o tema, antes do início das reuniões em Roma, e disse ver “com grande satisfação o acordo” e que ele confirma “o novo reforço em andamento para as já estreitas relações transatlânticas e a progressiva superação do protecionismo dos últimos anos”.

“Que esse acordo seja um primeiro passo em direção à reabertura das trocas entre UE e EUA para favorecer o crescimento de ambas as economias”, concluiu o italiano. 

Segundo o conselheiro para a Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, esse será o primeiro acordo do tipo que levará em conta a neutralidade de carbono na produção do alumínio e do aço por parte tanto das empresas de seu país como as do bloco.

“Última de melhor oportunidade”

Depois que os líderes do G20 derem sua aprovação final ao texto, as atenções se voltarão à Conferência do Clima da ONU (COP26), cujo presidente, o ministro britânico Alok Sharma, chamou de “última e melhor oportunidade para cumprir o objetivo de + 1,5ºC”.

“Chegou a hora de fazer o máximo em Roma para que os membros do G20 contribuam de forma útil em Glasgow”, disse o presidente francês, Emmanuel Macron, ao jornal Le Journal du Dimanche, esclarecendo que, antes de uma COP, “nada está decidido antecipadamente”.

A COP, organizada pela ONU, é o encontro anual para debater e definir os compromissos no combate às mudanças climáticas. E o encontro de Glasgow, que vai até 12 de novembro, é ainda mais importante já que não houve reunião em 2020 por conta da pandemia.

A agenda da conferência ministerial tem quatro grandes temas e é tão complexa que as negociações vão começar ainda hoje, sem esperar pelos grandes discursos dos cerca de 130 chefes de Estado e de Governo, marcados para segunda e terça-feira.

“A mudança climática não pode ser negada. E a ação climática não pode ser adiada. Trabalhando com nossos parceiros, devemos enfrentar esta crise global com urgência e ambição”, tuitou o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.

A última coletiva de imprensa do G20, presidida pelo chefe do Governo italiano, está marcada para 16h15 (12h15 de Brasília). Em seguida, a maioria dos líderes presentes em Roma se dirigirá para a cidade escocesa. (com dados da Afp)

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

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