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Fantasma de greve ameaça ópera em Milão

24 de novembro de 2008 - Por Comunità Italiana

Pelo segundo ano consecutivo, o fantasma de uma possível greve, convocada por um sindicato que representa os músicos e integrantes do coro, ameaça a inauguração da temporada de ópera do Teatro Alla Scala de Milão.

O histórico teatro milanês, templo da ópera na Itália, vive dias de tensão, já que o fantasma da greve ameaça suas apresentações e criou divisões entre seus cerca de 800 trabalhadores.

O temor principal é que os protestos do sindicato Fials, que representa alguns integrantes da orquestra, do coro e do corpo de balé, provoquem o cancelamento do ato mais importante do ano: a inauguração de sua temporada lírica com a obra Don Carlo, de Giuseppe Verdi, dirigida por Daniele Gatti, e prevista para 7 de dezembro.

No ano passado, até 48 horas antes da apresentação da ópera de Verdi, sob a direção de Stéphane Braunschweig, os trabalhadores representados pelo Fials tinham ameaçado boicotá-la.

Durante todo este ano as greves não pararam e o famoso teatro milanês teve que suspender três representações do balé A dama das camélias e nesta semana outras de "A viúva alegre". No ano passado, os sindicatos dos trabalhadores do teatro tinham conseguido, após numerosas mobilizações, um aumento de 11,5 milhões de euros para integrar nas relações de empregados até 2011, o que todos os sindicatos aceitaram, exceto o Fials.

A sigla que representa parte dos artistas – 70 dos 135 músicos da orquestra, 30 dos 105 integrantes do coro e 70 dos 72 dançarinos – continua seu protesto contra o que considera uma "injusta" repartição destes fundos.

O secretário do sindicato, Sandro Malatesta, afirma que a distribuição dos fundos, realizada sem a representação da Fials, prejudica os artistas. Os protestos causam tensão entre os trabalhadores representados pela Fials e os outros empregados do teatro, que acusam os artistas rebeldes de serem egoístas.

Um grupo destes empregados ocupou na quarta-feira passada os palcos do teatro vestidos como vampiros – com presas afiadas, máscaras, capas, e notas de dólar pendurados no pescoço – para protestar contra a "avareza" de seus colegas.

Estes trabalhadores e a direção vêem com preocupação as ameaças de cancelamento da inauguração porque, além da queda do prestígio do teatro, suporia a perda de cerca de 1,5 milhão de euros de arrecadação.

O clima é tão tenso que a soprano Barbara Vignudelli, que apóia o protesto, declarou esta semana ao jornal La Repubblica que tinha medo quando caminhava pelos corredores do teatro.

"Há poucos dias encontrei esta mensagem (…): 'A vós fantasmas da ópera: Burocratas da partitura, fostes um tempo o coração do teatro e agora sois só um apêndice murcho que é necessário extirpar'", disse.

A situação é tão insustentável que até o diretor artístico do Teatro Alla Scala, Stéphane Lissner, declarou que poderia abandonar o cargo. No entanto, a possível saída de Lissner, que teria provocado um caos ainda maior à situação do teatro, já não preocupa mais, pois na segunda-feira passada ele confirmou que continuará no cargo pelo menos até 2013, mas que não haverá mais negociações com os "rebeldes".

O vice-presidente do teatro, Bruno Ermolli, também fez uma chamada à "responsabilidade" que "representam ao teatro mais importante do país" para evitar a possível suspensão de um ato de sucesso no mundo todo.

No entanto, há momentos em que os trabalhadores esquecem seus problemas e, até agora, continuaram sem interrupção os ensaios para Don Carlo.

 

 

Fonte: EFE

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

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