Nesta segunda-feira (25), o Tribunal de Roma condenou o ex-prefeito Gianni Alemanno (2008-2013) a seis anos de prisão por corrupção e financiamento ilícito.

Além disso, a corte confiscou 298 mil euros de suas contas e impôs a ele uma interdição perpétua de cargos públicos. Alemanno também não poderá ter contratos com as diferentes instâncias do governo por dois anos.   

Segundo a acusação, o ex-prefeito recebeu, entre 2012 e 2014, 223 mil euros em propinas para cometer atos contrários a seus deveres de ofício. O dinheiro teria sido dado por Salvatore Buzzi, em acordo com Massimo Carminati, ambos tidos como líderes de um esquema mafioso envolvendo a Prefeitura de Roma.   

Carminati, ex-terrorista neofascista, teria chefiado uma rede de extorsão para fraudar contratos públicos no setor ambiental e tinha Buzzi, ex-chefe de uma cooperativa de coleta de lixo, como seu “braço direito”. Recentemente, eles foram condenados, respectivamente, a 14 anos e seis meses de prisão e 18 anos e quatro meses de cadeia.   

A propina a Alemanno teria sido entregue por meio de pagamentos à fundação Nuova Italia, presidida pelo ex-prefeito. “É uma sentença errada. Recorreremos em apelação. Sou inocente, sempre disse e reafirmarei frente aos juízes de segundo grau”, declarou.