Com início nesta terça-feira (16), o evento promovido pelo Conselho-Geral dos Italianos no Exterior (Cgie) se estende até a próxima sexta-feira (19) reunindo 115 jovens italianos do mundo todo.

O encontro tem italianos com idades entre 18 e 35 anos e que vivem fora das fronteiras do país europeu. Eles foram selecionados pelos Comitês dos Italianos no Exterior (Comites), com o objetivo de criar uma “rede de jovens italianos no mundo”.   

Na abertura do evento, em Palermo, o subsecretário para italianos no mundo do Ministérios das Relações Exteriores, Ricardo Merlo, discursou e aconselhou os jovens.

“Vocês serão a classe dirigente no futuro. Por isso, quero dar um conselho: empunhem a militância da causa dos italianos no exterior. Ocupem os espaços de poder e as instituições que são instrumentos para alcançá-los, mudando as coisas. Vocês precisam fazer um resumo deste encontro de forma unida e organizada”, declarou.

Além disso, Merlo falou sobre uma nova legislação para a cidadania italiana e afirmou que considera interessante que exista um debate em todo o mundo sobre ela.

“Conheço as comunidades italianas de todo o mundo. Entendo que as necessidades são diversas entre comunidades com as do Brasil e da Alemanha e outras”.

O segundo dia do seminário começou no Teatro Real de Santa Cecília. No chão dos painéis marcados com os diferentes países de pertencimento dos meninos que, por sua vez, são chamados para contar a realidade dos italianos no exterior. Pelos moderadores do dia, foi levantada a questão: “Como reconhecer os italianos no exterior e como você pretende explorar a rede que estamos construindo hoje em dia?”.

Para um jovem da Austrália “os italianos diferem em roupas, gosto de comer e tatuagens da velha escola”. Neste caso, a tarefa da rede nesta área do mundo é facilitar o conhecimento das regras australianas, especialmente no que diz respeito aos vistos e organizar a comunidade com base em associações regionais, muito marcadas na Austrália.

Para uma jovem do Paraguai, “os italianos comem de maneira diferente. Especialmente muitos legumes, que os locais não comem”. Segundo ela, o encontro pode dar mais informações, uma vez que o acesso é muito difícil devido ao idioma.

“Poucos italianos no Paraguai falam espanhol. E a informação em italiano não é suficiente, especialmente no que diz respeito ao Sistema Nacional. Gostaríamos de saber como o dinheiro que o Estado italiano envia ao Paraguai para a disseminação da cultura está investido”, concluiu a jovem.