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Eleições parlamentares antecipadas começam com afluência estável na Itália

25 de setembro de 2022 - Por Comunità Italiana
Eleições parlamentares antecipadas começam com afluência estável na Itália

Quase 51 milhões de italianos estão aptos a votar neste domingo (25) nas eleições parlamentares antecipadas que vão definir o próximo primeiro-ministro do país. Com a coalizão formada pelos partidos de extrema direita Irmãos da Itália (FdI), de Giorgia Meloni, e Liga, de Matteo Salvini, e pelo conservador Força Itália (FI), de Silvio Berlusconi, favorita para obter maioria no Parlamento, com o FdI na liderança, a votação iniciada às 7h (horário local) começou com uma afluência estável dos eleitores por todo o país em relação à última eleição.

Segundo o boletim divulgado ao meio-dia (hora local) pelo Ministério do Interior, 19,09% dos eleitores foram às urnas em 7.845 municípios de um total de 7.904. No pleito de 2018, pelo menos 19,18% dos cidadãos já haviam registrado o voto até este horário.

As urnas permanecem abertas até às 23h (18h no horário de Brasília). Em Roma, filas já foram registradas em várias seções, com eleitores, em alguns casos, esperando mais de meia hora para votar.

Além disso, há lentidão nos processos de votação devido aos sistema de segurança desenvolvido contra fraude para evitar a possibilidade de substituição da cédula no momento do voto.

Os eleitores chamados às urnas totalizam cerca de 50,87 milhões, sendo que aproximadamente 4,7 milhões vivem no exterior e tiveram até a última quinta (22) para enviar seus votos pelos correios.

Considerando apenas os eleitores que moram na Itália, 51,74% são mulheres, e 48,26%, homens. O eleitorado ainda inclui 2,7 milhões de jovens que chegaram à maioridade recentemente e poderão votar pela primeira vez para o Parlamento, inclusive para o Senado – até as últimas eleições, apenas maiores de 25 anos podiam eleger senadores.

Mais de 6,3 mil candidatos disputam 400 vagas na Câmara e 200 no Senado, o que significa uma redução de um terço nos assentos devido a uma reforma constitucional aprovada em 2020.

Desse total, 12 serão eleitos pelos italianos no exterior, sendo três (dois deputados e um senador) no colégio da América Meridional, que inclui o Brasil – o bicampeão de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi e o ex-embaixador Andrea Matarazzo são candidatos ao Senado.

Como a Itália adota o regime parlamentarista, caberá ao partido ou coligação mais votada a incumbência de formar o próximo governo e indicar um novo primeiro-ministro.

Previsto inicialmente para 2023, o pleito foi antecipado em um semestre devido à renuncia do premiê Mario Draghi, líder de um governo de união nacional e que teve de entregar o cargo após ter perdido o apoio de parte de sua base.

Entenda o sistema eleitoral italiano

Ao longo da última legislatura, diversos partidos defenderam mudanças no chamado “Rosatellum”, nome derivado do autor do sistema, deputado Ettore Rosato, mas todas as tentativas de alterar as regras eleitorais fracassaram.

A maior parte dos novos parlamentares – 63% – será eleita através do modelo proporcional, ou seja, com o número de assentos na Câmara e no Senado distribuídos de acordo com o percentual obtido por cada partido ou coligação.

 Nesse sistema, cada legenda apresenta uma lista de candidatos, e o eleitor escolhe aquela que mais lhe agrada. Os deputados e senadores eleitos seguirão a ordem pré-definida pelos próprios partidos.

Já os 37% restantes serão escolhidos em uma espécie de voto distrital, com a divisão da Itália em diversos colégios majoritários, onde apenas o candidato mais votado em cada um chegará ao Parlamento.

Desse modo, o eleitor pode dar dois votos para a Câmara e dois para o Senado, mas não é possível escolher uma lista que não apoie seu candidato no majoritário. Se isso ocorrer, os votos serão anulados.

O fato de mais de um terço do Parlamento ser eleito por voto majoritário favorece as coalizões, o que pode beneficiar a líder de extrema-direita Giorgia Meloni.

Seu partido, o Irmãos da Itália (FdI), aparece tecnicamente empatado com o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, nas pesquisas, porém integra uma coalizão que soma quase 50% das intenções de voto em âmbito nacional.

Analistas acreditam que a aliança de direita pode vencer na maioria esmagadora dos colégios majoritários, uma vez que seus adversários não conseguiram formar uma frente ampla unificada.

O sistema eleitoral italiano também prevê cláusulas de barreira de 3% para partidos e de 10% para coligações. 

Conheça os programas de governo dos partidos da Itália

Dos poucos pontos de convergência entre os principais partidos, está a permanência na União Europeia – nesse caso com alguns pontos de divergência no sentido da influência do bloco nas políticas do país – e com os países da Aliança do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Também há o apoio constante, ao menos no discurso público, à Ucrânia na guerra iniciada pela Rússia.

Todas as siglas também defendem, com diferenças de abordagem, um apoio maior às famílias e às empresas italianas em meio às crises energética e inflacionária por conta da guerra e um maior incentivo aos jovens no mercado de trabalho.

Mas as semelhanças, especialmente entre a centro-direita e o PD, param por aí. No caso da migração, por exemplo, as visões são completamente opostas.

 A centro-direita, apesar de ter divergências entre si, defende o bloqueio naval dos estrangeiros que tentam chegar pelo Mar Mediterrâneo e a criação dos chamados ‘hubs’ em países terceiros para que aqueles que queiram pedir asilo na Itália esperem fora do território nacional.

Já o PD e o M5S – bem como os centristas Itália Viva (IV) e Ação que formam o grupo “terceira via” – defendem o acolhimento como está sendo feito nos últimos anos.

Além disso, a centro-esquerda e os populistas são favoráveis aos projetos de concessão de cidadania a menores de idade que moram há bastante tempo na Itália, em textos que estão bloqueados no Parlamento por conta da direita.

Outro ponto de total desacordo é o projeto desejado especialmente pelo FdI, mas que foi incluído no plano de governo do bloco, com a mudança constitucional para fazer com que a Itália tenha o sistema de presidencialismo. Atualmente, é o Parlamento quem indica o chefe de Estado para um mandato de sete anos. O projeto não tem nenhum apoio dos adversários políticos.

Nas questões energéticas, também há grandes diferenças entre os grupos políticos. O bloco liderado por Giorgia Meloni, Matteo Salvini e Silvio Berlusconi defende o aumento do uso da energia nuclear, da regaseificação – processo converte gás natural liquefeito em gás natural à temperatura atmosférica, mas que consome muita água no procedimento – e as usinas de energia de resíduos.

Por sua vez, o PD é contrário à construção das usinas de regaseificação e quer apostar cada vez mais nas plantas de energia renováveis. O M5S tem proposta semelhante, mas é contrário às usinas de resíduos – inclusive, a construção de uma dessas unidades em Roma foi a justificativa para o partido não votar a confiança em um projeto do premiê Mario Draghi, o que levou à queda do governo.

 Na economia, também há diferenças significativas. A centro-direita defende a ampliação da chamada “flat tax”, a redução das alíquotas do imposto de renda, para empregados de empresas. No entanto, Salvini quer a alíquota em 15% e Berlusconi em 23%.

O PD foca seu projeto político em uma reforma total do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (Irpef) e a paridade salarial entre homens e mulheres. O M5S é o principal defensor de um salário mínimo nacional e de aumentar ajudas para famílias e empresas vindas do governo.

Conforme as últimas pesquisas eleitorais, publicadas em 9 de setembro por conta da legislação nacional, o FdI tem entre 24,6% e 25,3% das intenções de voto; o PD aparece com 20,5% a 22,4%; a Liga tem 12% a 13,3%; o M5S tem entre 13,3% e 14,5%; e o FI tem 7,2% e 8%. (com dados da Ansa)

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

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