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Editoriais

Pietro Petraglia

É preciso se reerguer

18 de agosto de 2020 - Por Pietro Petraglia
É preciso se reerguer

Pietro Petraglia Editor

Neste mês de agosto, o dia 3 foi marcado pela inauguração da ponte San Giorgio, em Gênova. Um símbolo da recuperação italiana diante de uma tragédia ocorrida quase dois anos antes, no dia 14 de agosto de 2018, quando a antiga ponte Morandi desabou vitimando 43 pessoas. Mais de 500 trabalhadores atuaram ininterruptamente, mesmo durante a pandemia e dias chuvosos, para a construção em tempo recorde da obra que é assinada pelo renomado arquiteto Renzo Piano. Um capolavoro que tem a marca da alta tecnologia italiana realizado a 40 metros do rio Polcevera. Feita com estrutura mista (aço e concreto) a ponte produzirá 95% da energia que irá consumir, através de placas fotovoltaicas. Também possui sensores em seus pilares, vigas e tabuleiro, que são monitorados por robôs durante 24 horas. Com 1.067 metros de extensão, ela tem design aerodinâmico, para resistir a tempestades e vendavais, além de escudos antirruídos em suas laterais. No dia de sua inauguração, as máximas autoridades italianas fizeram homenagem às vítimas e às suas famílias. Antes de começar o ato oficial, o presidente da República Sergio Matarella fez questão de conversar com os parentes em reunião privada. “Eu queria conhecê-los antes da cerimônia da ponte para enfatizar publicamente e claramente que a ferida não cura, que a dor não é esquecida e que a solidariedade não falha de forma alguma. A escolha de nos vermos na prefeitura e não na ponte é porque ‘a inauguração’ é importante para a cidade, é claro, mas esta é uma ocasião para uma reunião, não um alvoroço”, explicou o presidente da República.

No Brasil, estruturas como as da Itália realizadas pelo consórcio entre a WeBuild e a Fincantieri Infrastructure podem vir a ser construídas depois de publicada a inédita norma ABNT NBR 16694 – Projeto de pontes rodoviárias de aço e mistas de aço e concreto. A norma estabelece os requisitos básicos para o projeto de estruturas de pontes e viadutos com sistemas mistos.

O fato mostra que o eclipse começa a passar e o mundo hoje exalta a Itália, que recentemente era o epicentro da covid-19. Nenhuma outra nação queria viver o que a Itália vivia. O país estava paralisado e o mundo olhava-o com temor, excluía-o. O insidioso vírus alastrou-se. Os meses se passaram e a Itália foi respondendo ao caos com resiliência. Enquanto isso, nos outros países, sobretudo os das Américas, a doença matava (e ainda mata) milhares. Hoje, os hospitais estão vazios na Itália e os óbitos por covid estão em um patamar muito próximo do zero. Os contágios também deram trégua. Uma resposta sem parâmetro na Europa, sem parâmetro no mundo. Mas o medo persiste. Autoridades e população mantêm cautela e se pautam em recomendações científicas inquestionáveis. O premier Giuseppe Conte estendeu o estado de emergência. Ainda não há uma vacina que contenha o coronavírus. Sem ela, não é permitido flexibilizar. Definitivamente, não é uma “gripezinha”. Os efeitos na sociedade e na economia são incalculáveis. O país deverá perder 10% do seu Produto Interno Bruto (PIB) e presenciará uma migração gradual, e financiada, para zonas rurais, como prevê o visionário e respeitável arquiteto italiano Stefano Boeri, ouvido pela reportagem da Comunità, que mostra nesta edição exatamente alguns destes reflexos em várias reportagens. Em uma entrevista exclusiva com o presidente Ice-Ita, a agência responsável pela promoção internacional de marcas italianas, Carlo Ferro não tergiversa: o país tem “três anos perdidos”. A assertiva é contundente e causa calafrios, mas é a mais incômoda e irrefutável verdade. A reconstrução não será tranquila, mas acontecerá. É preciso trabalhar, trabalhar e trabalhar, e com muito comprometimento e espirito solidário. Solidariedade, aliás, pertinentemente exaltada pelo médico Drauzio Varella, que também integra esta edição. Somente esse movimento positivo — avalia o principal cronista da medicina brasileira — poderá ampliar oportunidades de trabalho para as camadas economicamente mais pobres da população, afastando-as do crime e da marginalização. “Essa é a lição da pandemia que eu espero se torne realidade”. Vamos torcer, doutor.
Boa leitura!

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

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