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Cruzeiros voltam em Veneza após mais de 1 ano sem viagens por restrições da pandemia

04 de junho de 2021 - Por Comunità Italiana
Cruzeiros voltam em Veneza após mais de 1 ano sem viagens por restrições da pandemia

Com o retorno das grandes embarcações, polêmicas sobre os impactos na preservação da cidade ganharam repercussão e manifestações foram marcadas para este sábado

Os cruzeiros voltaram em Veneza, na Itália, após mais de um ano sem viagens por restrições da pandemia de Covid-19.

Com o retorno das grandes embarcações, polêmicas sobre os impactos na preservação da cidade ganharam repercussão e manifestações chegaram a ser marcadas para este sábado (5), dia da saída do MSC Orchestra de Veneza.

O navio, que chegou vazio ao amanhecer de quinta-feira (3), vindo do porto grego de El Pireo, deverá sair no sábado à tarde com 650 passageiros. A embarcação fará escalas em Bari, Corfú, Mykonos e Dubrovnik.

Cruzeiros voltam a Veneza após mais de 1 ano sem viagens por restrições da pandemia em foto de 3 de junho de 2021 — Foto: Manuel Silvestri/Reuters
Cruzeiros voltam a Veneza após mais de 1 ano sem viagens por restrições da pandemia em foto de 3 de junho de 2021 — Foto: Manuel Silvestri/Reuters

Os passageiros deverão apresentar um teste negativo para Covid-19, realizado, ao menos, 96 horas antes de embarcar. Eles serão submetidos a outro teste na chegada.

O cruzeiro está autorizado a embarcar com, no máximo, a metade de sua capacidade (3.000 pessoas).

Presença de cruzeiros em Veneza volta a trazer polêmicas sobre a preservação da cidade alagada. Foto de 3 de junho de 2021. — Foto: Manuel Silvestri/Reuters
Presença de cruzeiros em Veneza volta a trazer polêmicas sobre a preservação da cidade alagada. Foto de 3 de junho de 2021. — Foto: Manuel Silvestri/Reuters

Uma forte polêmica foi gerada entre as pessoas preocupadas com o impacto das grandes embarcações sobre o patrimônio da cidade e o meio ambiente, e os defensores dos cruzeiros.

A atividade representa uma importante contribuição para a economia de Veneza, que vive, principalmente, do turismo e que foi duramente afetada pela pandemia.

Duas manifestações, uma a favor e outra contra, foram programadas para este sábado.

Artistas lançam manifesto com 10 mandamentos para proteger Veneza

Um grupo de personalidades internacionais, como o músico Mick Jagger e os cineastas Francis Ford Coppola e Wes Anderson, enviou uma carta pública às principais autoridades da Itália com 10 “mandamentos” para proteger Veneza.

A mensagem é endereçada ao presidente da República, Sergio Mattarella, ao premiê Mario Draghi, ao ministro da Cultura, Dario Franceschini, ao governador do Vêneto, Luca Zaia, e ao prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro.

Além de Jagger, Coppola e Anderson, a lista de signatários inclui o cineasta James Ivory, a atriz Tilda Swinton, o artista Anish Kapoor, o diretor do Museu Guggenheim de Nova York, Richard Armstrong, e mecenas do mundo das artes.

“É necessário um estatuto especial para Veneza, uma lei que proteja não apenas sua integridade física, mas também seu tecido urbano e sua identidade cultural”, diz a carta.

A iniciativa da mensagem é da Fundação Venetian Heritage, que financia obras de restauração no centro histórico da cidade. “Pedimos que seja preservado não apenas o imenso patrimônio artístico, mas também a vida municipal que confere sua alma”, acrescenta a carta.

“Decálogo”

As personalidades apresentam uma lista de 10 “mandamentos” para garantir o futuro de Veneza, que está ameaçada pela crise climática e pelo turismo de massa, como a conclusão das obras do “polêmico Mose”, sistema de barreiras para impedir o alagamento do centro histórico da cidade.

Construídas desde 2003 ao custo de 5,5 bilhões de euros, as comportas já funcionam em regime experimental desde o ano passado, mas o projeto só deve ser entregue totalmente em dezembro de 2021.

Os artistas ainda cobram o fim do tráfego de grandes navios – como os de cruzeiro – pelo centro histórico de Veneza e a proteção do ecossistema da lagoa que abriga o coração da cidade.

Em relação ao turismo de massa, a carta pede a criação de um sistema de “reservas obrigatórias” para o acesso de grupos de visitantes e o combate aos aluguéis por temporada e à especulação imobiliária.

O decálogo ainda recomenda a “facilitação de aluguéis de pontos de negócios para residentes”; o “controle de licenças comerciais” para combater atividades abusivas; medidas para preservar o “decoro urbano” e evitar que Veneza se torne uma “Disneylândia”; uma “nova gestão do tráfego aquático”; e a criação de uma “sala de controle” para planejar eventos culturais.

Cruzeiros

No fim de março, o governo da Itália aprovou um decreto-lei que proíbe o tráfego de embarcações de 40 mil toneladas ou mais pelo centro histórico de Veneza.

Tradicionalmente, navios de cruzeiro atravessavam a Bacia de San Marco e o Canal de Giudecca para chegar a um terminal de passageiros ao lado da principal estação ferroviária da cidade – são famosas as fotos que mostram o contraste entre o gigantismo desses transatlânticos e a fragilidade das construções.

No entanto, o decreto do governo estabelece que, até a aprovação de uma solução definitiva, os grandes navios usem uma via marítima alternativa até o porto comercial de Marghera, na parte continental do município.

A própria Unesco chegou a ameaçar colocar Veneza em uma lista de “lugares em risco” caso transatlânticos continuem atravessando o coração da cidade.

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

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