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Corte de Cassação da Itália confirma prisões perpétuas de mafiosos que mataram o juiz Paolo Borsellino

06 de outubro de 2021 - Por Comunità Italiana
Corte de Cassação da Itália confirma prisões perpétuas de mafiosos que mataram o juiz Paolo Borsellino

A Corte de Cassação da Itália, a maior instância judicial do país, confirmou na terça-feira (5) as penas de prisão perpétua contra dois mafiosos pelo atentado que tirou a vida do juiz Paolo Borsellino e cinco agentes de escolta do magistrado. Com isso, a pena torna-se definitiva. Salvatore Madonia e Vittorio Tutino foram considerados o mandante e o autor do crime, respectivamente.

A Corte também confirmou a condenação por calúnia em delação premiada de Calogero Pulci, de 10 anos de detenção, e deu um leve desconto na pena de Francesco Andriotta pelo mesmo crime – de 10 anos para nove anos e seis meses. Ainda foi mantida a prescrição pelo crime de calúnia em duas ações de Vincenzo Scarantino, enquanto ele foi considerado inocente na terceira acusação.

Todos haviam sido condenados – com exceção de Scarantino – em 20 de abril de 2017 na primeira instância e em 15 de novembro de 2019 em segunda instância.

Borsellino é um dos juízes mais conhecidos da Itália por conta de sua atuação no combate à organização mafiosa Cosa Nostra. Ao lado de Giovanni Falcone, também assassinado por mafiosos, ele julgou e prendeu diversos expoentes criminosos.

Em 19 de julho de 1992, quando chegava à casa de sua mãe em Palermo, ele foi alvo de um atentado. Um Fiat 126 cheio de explosivos foi detonado no local e provocou a morte das seis pessoas.

O caso estava tramitando ainda por conta de uma reviravolta na história. Nos anos 1990, pouco depois do ataque, Scarantino havia dito que ele tinha furtado o carro usado no atentado, em fato que foi confirmado por Andriotta – ambos dividiam a mesma cela -, e Pulci, um mafioso arrependido.

Porém, em 2008, um outro ex-membro da máfia, chamado de Gaspare Spatuzza, afirmou que foi ele quem furtou o Fiat 126 usado no ataque. Foram abertas novas investigações e os três confessaram que mentiram em suas delações premiadas. Enquanto Scarantino e Andriotta disseram que mentiram porque sofreram com pressão psicológica dos procuradores, Pulci afirmou que mentiu por conta própria.

Spatuzza ainda confessou que roubou o veículo ao lado de Turtino, a mando de uma comissão da Cosa Nostra que Madonia fazia parte. Este último foi condenado também à prisão perpétua pelo atentado que matou Falcone, sua esposa e três agentes de escolta, ocorrido em 23 de maio de 1992. (com dados da Ansa)

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

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