O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, afirmou que quer um país “mais justo, mais competitivo, mais solidário, mais inclusivo”, após ser encarregado nesta quinta-feira (29) de formar um novo governo.

Aceitando dirigir uma nova maioria inédita entre os social-democratas do Partido Democrático (PD) e do Movimento 5 Estrelas (M5E), Conte assegurou à imprensa que quer devolver à Itália o “lugar que merece e um papel de primeiro plano na Europa” no “respeito ao multilateralismo”

Conte recebe encargo de formar novo governo na Itália

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, entregou nesta quinta-feira (29) ao jurista Giuseppe Conte o encargo de formar um novo governo no país.

“Não será um governo ‘contrário’, mas sim, um governo para modernizar o país e pelos cidadãos. Realizarei um governo no sentido da novidade e peço o mesmo para todas as forças políticas”, afirmou Conte, em discurso no Palácio do Quirinale. Ele prometeu que irá “recuperar o tempo perdido” e trabalhar para indicar um representante da Itália à União Europeia que “permita que o país tenha o papel de protagonista que merece”.

Conte também ressaltou que pretende colocar como prioridade as questões econômicas, como a lei orçamentária, os impostos e o desenvolvimento social. Usando termos como “um país melhor”, “com infraestrutura segura, redes eficientes, energias renováveis”, Conte disse que a Itália deve ser “referência na proteção a pessoas com deficiência e atraente para os jovens”. “Um país onde a administração pública não seja permeável à corrupção, um país com uma justiça mais igualitária e eficiente, onde os impostos são pagos por todos”, ressaltou.

O presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, enviou a Conte seus “mais sinceros cumprimentos” e “boa sorte na formação do governo”. “A Itália desempenha um papel central na família europeia e contamos com a contribuição ativa ao projeto europeu”, informou a porta-voz da Comissão, Mina Andreeva, informando que Juncker e Conte se falaram hoje por telefone. Conte era o primeiro-ministro da Itália desde junho de 2018, sustentado pela aliança entre Liga Norte e Movimento 5 Estrelas (M5S).

No início do mês, no entanto, o líder da Liga, Matteo Salvini, decretou o fim do governo com o M5S, abrindo uma crise política na Itália. Conte, então, renunciou ao cargo e fez duros ataques a Salvini, chamando-o de “oportunista”. Ao longo de suas semanas, foram realizadas consultas aos partidos políticos para encontrar uma solução para a crise. As opções eram indicar um novo premier ou antecipar as eleições. Após uma série de negociações, o M5S e o opositor Partido Democrático (PD) chegaram a um consenso para formarem um novo governo, propondo o próprio Conte como premier novamente.