Marco Marsilio foi eleito governador da região

Com quase 48% dos votos, o senador Marco Marsilio, do partido de extrema-direita Irmãos da Itália (FDI) e apoiado pela ultranacionalista Liga e pelo conservador Força Itália (FI), foi eleito neste domingo (10) governador de Abruzzo.

Giovanni Legnini, que aparecia em terceiro nas pesquisas, levou o Partido Democrático (PD) à segunda posição, com 31%, à frente de Sara Marcozzi, do M5S, com 20%. O candidato do movimento neofascista CasaPound, Stefano Faljani, obteve 0,47%.   

“Obrigado, Abruzzo! Obrigado, Itália. Mais forte que os ataques, que as mentiras e que as polêmicas”, comemorou Salvini no Twitter. A Liga foi o partido mais votado individualmente, com 27,5%, à frente do M5S (19,6%) e do PD (11,1%). “Com esta equipe, daremos um futuro para Abruzzo. Obrigado a todos os partidos da coalizão”, disse Marsilio.   

As eleições tiveram afluência de 53,12% do eleitorado, uma queda significativa em relação aos 61,55% de 2014, mas o resultado aumenta a pressão sobre o M5S. O movimento antissistema é o “acionista de maioria” no governo de coalizão com a Liga, mas viu sua popularidade cair 10 pontos e a de Salvini disparar desde as eleições legislativas de 2018.   

“Para o Movimento 5 Estrelas, é uma derrota sonora. Seu apoio caiu pela metade porque o povo percebeu a distância entre o que se diz e o que se é capaz de fazer. É uma mensagem clara dos cidadãos”, disse a presidente do FDI, Giorgia Meloni. É a primeira vez que o partido, que mantém laços históricos com o Movimento Social Italiano (MSI), herdeiro do fascismo, conquista o governo de uma região no país.   

“Meus parabéns a Marco Marsilio e a todos os militantes do FI. É um grande sucesso que abre uma página nova para Abruzzo e um momento importante para o futuro da centro-direita e da política italiana. Abruzzo confirmou mais uma vez: a centro-direita é a maioria natural entre os eleitores”, afirmou o presidente do Força Itália, Silvio Berlusconi.   

Após Abruzzo, o foco agora será Sardenha, que também pode ter vitória da coalizão de direita. O pleito será em 24 de fevereiro, e será a primeira vez que a Liga se candidata na ilha, apoiando Christian Solinas, secretário do Partido Sardo de Ação.