Chris Froome (Team Sky) venceu nesta sexta-feira (25) a etapa-rainha da Volta a Itália – 19ª e antepenúltima – entre Venaria Reale e Bardonecchia na distância de 184 km em 5h12m26s

O ciclista britânico arrebatou a camisola rosa, símbolo do líder da competição, após um “devastador” ataque que resultou numa fuga solitária a 80 quilômetros da meta.

Quarto classificado da geral à partida, Froome superou o equatoriano Richard Carapaz (Movistar) e o francês Thibaut Pinot (Groupama-FDJ), que cortaram a meta 3 minutos e 3m07s depois do britânico, estando agora na iminência de consumar a conquista das três grandes voltas, podendo passar a ser o terceiro a vencê-las de forma consecutiva, depois das vitórias no Tour e na Vuelta, em 2017.

O anterior comandante do Giro, Simon Yates (Mitchelton-Scott) afundou-se no 79.º lugar, a 38m51s, enquanto o vencedor da 100.ª edição, Tom Dumoulin (quinto na etapa), não resistiu, tendo o holandês perdido 3m23s para Froome, que ainda bonificou 13 segundos. Na “geral”, Dumoulin mantém a vice-liderança, a 40 segundos de Froome, enquanto Yates caiu para 18.º (a 35m42s) – dois lugares atrás do português José Gonçalves (Team Katusha), 19.º na etapa (a 14m55s) e que ascendeu ao 16.º lugar, a 28m16s do primeiro.

O novo líder e provável vencedor do Giro declarou nunca ter feito nada do gênero: “Tinha que fazer alguma coisa fora do normal. Com a minha diferença para a liderança, esperar pela última subida não era suficiente”, assumiu o britânico.

Amanhã ocorrerá a 20ª e penúltima etapa, entre Susa e Cervinia (214 quilómetros), com os ciclistas tendo de passar por três subidas em montanha de primeira categoria nos últimos 70 quilômetros.