Egito Antigo no CCBB RJ: exposição traz 140 obras de arte do Museu Egípcio de Turim, na Itália, para celebrar os 30 anos do centro cultural no Rio de Janeiro

‘Egito Antigo: do cotidiano à eternidade’ no CCBB (Foto: Bruno Calixto)

Peças de 4.000 a.C. em caixas de acrílico protegidas por condições de temperatura e umidade bem controladas. Tumbas, sarcófagos e uma múmia de verdade, além de fragmentos de estátuas, esfinge, ossos, miniaturas em bronze, esculturas, pinturas, amuletos, objetos cotidianos, um Livro dos Mortos em papiro, peças litúrgicas e outros registros de uma rica civilização que se desenvolveu por mais de três milênios ao longo do curso inferior do Rio Nilo (Norte da África).

A mostra “Egito Antigo: do cotidiano à eternidade” começou no último sábado (12) no CCBB e celebra com pompa o aniversário de 30 anos do centro cultural no Rio.

São 140 obras vindas do Museu Egípcio de Turim (Museo Egizio) , na Itália, que, depois do Museu do Cairo, reúne a segunda maior coleção egiptológica do mundo. Entre as peças, uma estátua imensa de Sekhmet, a Deusa da Guerra, com cabeça de leoa, cuja representação em granito tem dois metros de altura e pesa 500 quilos.

— Um dos destaques é uma múmia que data de 700 a.C. O corpo é de uma senhora que pertencia à 25ª dinastia, da Núbia, área que corresponde ao atual Sudão. Essa era a forma como essa civilização acreditava proteger o espírito contra os perigos da passagem da vida para a morte — diz o curador Pieter Tjabbes.

Estátua de esfinge: procedência desconhecida, Período Romano (30 a.C. – 395 d.C.) Foto: Divulgação/Museo Egizio

Além das peças originais, há a réplica de uma escavação e uma pirâmide cenográfica de seis metros montada na rotunda, onde dá para fazer selfies. Também é possível escrever o nome em hieróglifos.

Ocupando sete salas do primeiro andar, a mostra está dividida em três fases: cotidiano, religiosidade e eternidade. À medida que a visitação avança, as obras vão ficando maiores e mais pesadas, até chegar na etapa que trata da morte, onde estão sarcófagos, tumbas e uma múmia.

— Os egípcios não eram aficionados na morte, como muitas pessoas pensam. Eles queriam levar o que há de melhor na vida para a eternidade — ressalta o egiptólogo Paolo Marini, do Museo Egizio de Turim, responsável pela seleção dos trabalhos que vieram para o Brasil.

A mostra fica no Rio até 27 de janeiro e depois segue para São Paulo.

Livro dos Mortos em papiro e tinta, Período Greco-Romano (332 a.C.-395 d.C.) Foto: Divulgação/ Museo Egizio

Serviço

Local: CCBB Rio – Rua Primeiro de Março 66, Centro –
Contato: 3808-2020.
Funcionamento: Qua a seg, das 9h às 21h.
Entrada: Grátis.
Público: Livre.

(com dados do O Globo)