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Bolsas mundiais caem após Fitch rebaixar rating dos EUA

02 de agosto de 2023 - Por Comunità Italiana
Bolsas mundiais caem após Fitch rebaixar rating dos EUA

Corte de juros no Brasil é dado como certo, mas dúvida continua sendo sobre a magnitude da redução, em 0,25 ou 0,5 ponto porcentual

A sessão desta quarta-feira (2) é de perdas para as principais bolsas mundiais, depois que a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a classificação de crédito dos Estados Unidos de AAA para AA+ na véspera, citando a deterioração fiscal esperada para os próximos três anos, assim como a crescente dívida do governo geral.

Na frente de dados, investidores aguardam pela divulgação do relatório de empregos ADP de julho antes da abertura dos mercados. Economistas consultados pela Dow Jones esperam um aumento de 175 mil, o que seria menor do que o aumento de 497 mil no mês anterior.

No Brasil, as atenções estarão voltadas para decisão sobre juros do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira e agentes do mercado projetam o primeiro corte na Selic desde agosto de 2020. Especialistas ainda divergem, no entanto, sobre a magnitude da redução, em 0,25 ou 0,5 ponto porcentual. O BC divulga o resultado após as 18h30.

Depois do fechamento do mercado, saem os resultados trimestrais de Suzano (SUZB3), PRIO (PRIO3),  CSN (CSNA3), CSN Mineração (CMIN3), Dexco (ex-Duratex) (DXCO3), Construtora Tenda (TEND3), Kepler Weber (KEPL3), Taesa (TAEE11), Auren Energia (AURE3) e GetNinjas (NINJ3).

1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam com baixa nesta quarta-feira, à medida que investidores uma vez avaliam as perspectivas para a economia americana depois que a Fitch Ratings rebaixou o rating de inadimplência de emissor de moeda estrangeira de longo prazo dos País na terça-feira.

Em particular, a agência chamou a atenção de de Washington acerca da erosão relativa da governança em relação aos pares ‘AA’ e ‘AAA’ nos últimos 20 anos que se manifestou em repetidos impasses de limite de dívida e resoluções de última hora.

Com relação a temporada de balanços, das empresas do S&P 500 que reportaram, cerca de 82% publicaram surpresas positivas, de acordo com dados da FactSet.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,68%
  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,89%
  • Nasdaq Futuro (EUA), -1,21%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam com queda generalizada, depois que a agência de classificação Fitch cortou a classificação de crédito dos EUA de AAA para AA+.

O Nikkei, do Japão, liderou as perdas na região, caindo 2,3% e fechando em 32.707,69 pontos, arrastado pelas ações de utilidades e tecnologia em saúde.

O índice Hang Seng, de Hong Kong, também caiu 2,27%, principalmente devido às ações de saúde. Os mercados da China continental também estavam em território negativo. O Shanghai Composite caiu 0,89% para fechar em 3.261,69 pontos.

O Kospi, da Coreia do Sul ,caiu 1,9% para 2.616,47 pontos, quebrando uma seqüência de quatro dias de vitórias. O país viu sua taxa de inflação para julho atingir 2,3% – seu nível mais baixo em 25 meses.

Enquanto isso, o S&P/ASX 200, da Austrália, caiu 1,29%, um dia depois que o Reserve Bank of Australia manteve sua taxa de juros de referência em 4,1%.

  • Shanghai SE (China), -0,89%
  • Nikkei (Japão), -2,30%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -2,47%
  • Kospi (Coreia do Sul), -1,90%
  • ASX 200 (Austrália), -1,29%

Europa

Os mercados europeus operam com baixa, também repercutindo o corte da classificação de crédito dos Estados Unidos, em meio a uma semana carregada de resultados corporativos.

O índice Stoxx 600 opera com forte baixa, com todos os setores e principais bolsas em território negativo. As ações de mineração foram as que mais pressionaram o índice, com queda de 2,1%, enquanto as de viagens e lazer perderam 2% e as de saúde caíram 1,9%.

Os dados de inflação da zona do euro superaram as expectativas na segunda-feira, com a atividade econômica se recuperando no segundo trimestre deste ano.

  • FTSE 100 (Reino Unido), -1,77%
  • DAX (Alemanha), -1,64%
  • CAC 40 (França), -1,51%
  • FTSE MIB (Itália), -1,52%
  • STOXX 600, -1,61%

Commodities

As cotações do petróleo operam em alta, com investidores apostando em ofertas globais mais apertadas e crescimento da demanda no segundo semestre de 2023.

Os preços do minério de ferro na Chinafecharam com baixa após subir por duas sessões seguidas nesta semana.

  • Petróleo WTI, +0,75%, a US$ 81,98 o barril
  • Petróleo Brent, +0,66%, a US$ 85,50 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 1,07%, a 831,00 iuanes, o equivalente a US$ 115,75

Bitcoin

  • Bitcoin, +0,79% a US$ 29.475,18 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

A agenda desta quarta-feira é marcada pela divulgação da decisão de política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. As expectativas são de que o BC inicie o afrouxamento monetário, porém o mercado segue dividido, entre um corte de 0,25 p.p. ou 0,50 p.p.

A pesquisa ADP, de criação de empregos no setor privado, vai ser divulgada na quarta-feira (2) e a média da projeção de mercado aponta para 188 mil novas posições, menos da metade das 497 mil de junho – dado que surpreendeu e azedou o humor dos investidores.

Brasil

9h: Fernando Haddad, ministro da Fazenda, concederá entrevista para EBC (ao vivo)

10h30: Haddad se reúne com Bernard Appy – Secretário Extraordinário da Reforma Tributária

11h30: Haddad tem reunião com Rogério Ceron – Secretário do Tesouro Nacional

17h: Haddad tem reunião com Senador Otto Alencar – PSD/BA

18h30: Decisão sobre juros do Copom

EUA

9h30: Variação de empregos privados ADP; consenso prevê um aumento de 188 mil

11h30: Estoques de petróleo semanal – EIA

3. Noticiário econômico

Anbima estima corte de 0,25pp da Selic e taxa a 12% no fim do ano

O grupo consultivo macroeconômico da Anbima, formado por 25 economistas das instituições financeiras e do mercado de capitais associadas à entidade, espera que o Banco Central (BC) abra nesta quarta-feira, 2, o ciclo de afrouxamento monetário com um corte de 0,25 ponto porcentual da Selic.

Na sequência, a Selic deve ter sucessivas reduções de 0,50 ponto porcentual até o fim do ano, mantendo esse ritmo de corte até julho de 2024. Com isso, a taxa, na mediana das projeções de economistas da Anbima, deve cair para 12% até o fim deste ano e encerrar o ciclo em 9,50%, nível no qual deve permanecer estacionado até o fim do ano que vem.

A avaliação é de que a diminuição das pressões inflacionárias nos últimos dois meses, com os efeitos do aperto monetário na atividade e o possível fim do ciclo de aumento dos juros nos Estados Unidos, permite ao BC iniciar o corte dos juros amanhã e aumentar a intensidade posteriormente.

4. Noticiário político

Votação do arcabouço fiscal ficará para depois da reforma ministerial, avaliam líderes

Líderes partidários da Câmara avaliam que a votação das mudanças feitas pelo Senado no arcabouço fiscal, nova regra para controle das contas públicas, deve ocorrer depois da reforma ministerial feita pelo governo para acomodar partidos do Centrão em ministérios. A expectativa, segundo relatos feitos ao Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, é de que as negociações sejam concluídas até o fim desta semana.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se reuniu na terça-feira, 1, com o colégio de líderes para traçar a pauta de votações na Casa no segundo semestre. Havia a expectativa de que o relator do novo arcabouço fiscal na Câmara, Claudio Cajado (PP-BA), participasse do encontro para discutir o assunto, mas isso não ocorreu.

Em julho, depois de aprovarem a reforma tributária e a retomada do voto de desempate a favor da Receita nos julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), os deputados adiaram para agosto a apreciação do arcabouço fiscal justamente para aumentar o poder de barganha do Centrão nas negociações para ocupação de cargos no primeiro escalão do Executivo.

O presidente Lula já deu aval aos nomes dos deputados Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) e André Fufuca (PP-MA) para ingressarem no governo, mas ainda não definiu quais pastas eles ocuparão. A entrega da presidência da Caixa Econômica Federal ao PP também já é dada como certa. O partido do presidente da Câmara, Arthur Lira (AL), quer a ex-deputada Margarete Coelho (PP-PI) no lugar de Rita Serrano no comando do banco público.

5. Radar Corporativo

Cielo (CIEL3)

A Cielo (CIEL3) registrou lucro líquido recorrente de R$ 486 milhões no 2T23, alavancado pelo desempenho operacional robusto, com novo avanço na margem Ebitda (receita sobre Ebitda) recorrente. O resultado representa um crescimento de 26,8% frente a mesma etapa do ano passado.

Já o lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente totalizou R$ 1,045 bilhão no 2T23, um crescimento de 14,3% em relação ao 2T22.

Iguatemi (IGTI11)

A rede de shopping centers Iguatemi (IGTI11) registrou lucro líquido de R$ 77,3 milhões no segundo trimestre de 2023, revertendo prejuízo de R$ 133,3 milhões de um ano antes.

O resultado foi impulsionado pelo crescimento das receitas com locação de espaços a lojistas e estacionamentos.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 195,5 milhões, alta anual de 17,3%.

Vulcabras Azaleia (VULC3)

A Vulcabras apresentou um lucro líquido recorrente (que exclui efeitos extraordinários) de R$ 133,8 milhões no segundo trimestre do ano, alta de 40,8% na comparação com igual período de 2023. O lucro líquido societário ficou em R$ 139 milhões, uma expansão de 33,9%. (InfoMoney com Estadão, Reuters e Agência Brasil)

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

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