BIANUAL

BIANUAL

A partir de
Por R$ 299,00

ASSINAR
ANUAL

ANUAL

A partir de
Por R$ 178,00

ASSINAR
ANUAL ONLINE

ANUAL ONLINE

A partir de
Por R$ 99,00

ASSINAR


Mosaico Italiano é o melhor caderno de literatura italiana, realizado com a participação dos maiores nomes da linguística italiana e a colaboração de universidades brasileiras e italianas.


DOWNLOAD MOSAICO

Baixe nosso aplicativo nas lojas oficiais:

Artista ucraniano expõe obra na 59ª edição da Bienal de Arte de Veneza

20 de abril de 2022 - Por Comunità Italiana
Artista ucraniano expõe obra na 59ª edição da Bienal de Arte de Veneza

“Nenhum diálogo. Estamos no front” de guerra, disse, em tom inflexível, o artista ucraniano Pavlo Makov, ao se referir à situação em seu país, após apresentar sua obra na 59ª edição da Bienal de Arte de Veneza, que abre para o público no próximo sábado (23).

O artista de 63 anos, que representa a Ucrânia no prestigiado evento internacional de arte, atrai os olhares com uma instalação que teve que ser adaptada às circunstâncias incertas causadas pelo conflito.

“Não há espaço para o diálogo, estamos no front. […] Talvez, depois de duas ou três gerações, como [aconteceu] com os alemães, possamos reiniciar o diálogo” com a Rússia, argumentou o artista em entrevista à agência de notícias “Afp”.

Makov teve que escapar e literalmente se esquivar das bombas para chegar a Veneza, assim como sua obra, formada por uma série de funis, que foi transportada em partes, sob a custódia de uma das curadoras do evento.

Artista ucraniano Pavlo Makov

“Saí também com minha mãe de 92 anos. Ela me disse que não se importava se a matassem, que havia sobrevivido à Segunda Guerra Mundial”, contou o artista, que ainda não sabe onde viverá no futuro.

Chamada “A fonte do Esgotamento”, a instalação, que contém 72 funis de cobre de cor azul, ligados como uma pirâmide em uma plataforma de 3 m², por onde a água corre até chegar ao fundo, simboliza o que o artista chamou de “o momento vivido pela humanidade”, com o esgotamento gradual de seus próprios recursos físicos e mentais.

Pavilhão da Rússia vazio

Por sua vez, o pavilhão oficial da Rússia está vazio, depois que o curador e os artistas selecionados desistiram de participar indignados pelo conflito na Ucrânia, e se tornou o símbolo desta edição.

O veto da Bienal aos artistas, instituições e personalidades vinculadas ao regime de Vladimir Putin não deixa de surpreender alguns setores, que temem que isso seja o início de uma espécie de caça às bruxas.

Um dilema complicado, já que a maioria das instituições e festivais do mundo, entre eles os de cinema de Cannes (França) e de Veneza, decidiu cancelar a presença de artistas russos em suas programações.

“Que a Rússia deixe de nos colonizar, porque a Rússia é uma potência imperial, que usou países como a Ucrânia […] porque muitos grandes artistas russos são, de fato, artistas ucranianos”, afirma Maria Lanko, a curadora do pavilhão ucraniano.

Lanko, de 35 anos e responsável por uma galeria de arte em Kiev, contou o seu périplo de várias semanas para salvar a obra de Makov. Para isso, teve que cruzar a fronteira e atravessar Romênia, Hungria e Áustria, antes de chegar a Veneza, onde a instalação foi montada junto com outras partes fabricadas em Milão.

Não muito longe dali, a comissária-geral da Bienal, a italiana Cecilia Alemani, anunciou a criação da “Piazza Ucrania” (Praça Ucrânia), um espaço pensado para a meditação, que vai mudar e crescer até fechar em novembro e onde até mesmo as provocações serão admitidas.

Trata-se de um espaço com uma montanha de sacos de areia similar às que os cidadãos ucranianos estão erguendo nestes dias para proteger seu patrimônio cultural e artístico.

“Reequilibrar a história masculina”

A italiana Cecilia Alemani, curadora da 59ª edição da Bienal de Arte de Veneza, admitiu nesta quarta-feira (20) que quis “reequilibrar a história masculina” do evento internacional centenário ao convidar 80% de artistas mulheres.

Em uma entrevista à “Afp”, Cecilia, de 45 anos, diretora e curadora da High Line Art de Nova York, considera que a edição de 2022, que foi adiada no ano passado pela pandemia, oferece um olhar novo e distinto da história da arte moderna.

“Acho que, nos últimos 125 anos de história da Bienal, nas 57 edições, exceto na última, houve uma grande preponderância de artistas masculinos. Por isso quis reequilibrar criticamente a história”, confessou com satisfação, enquanto percorria os sugestivos espaços do Arsenal com enormes esculturas, muita pintura, jogo de corpos, cerâmica e muita cor.

“Como curadora de arte sempre trabalhei com muitas artistas mulheres. Acho que muitas delas são ótimas hoje, representantes da cultura contemporânea”, explicou, depois de citar alguns dos 213 artistas convidados de 58 países, “80% deles mulheres”.

A curadora também selecionou um alto número de artistas jovens: 180 participam pela primeira vez, e 60 deles têm menos de 40 anos.

Na lista de artistas incluídos está o brasileiro Jonathas de Andrade, com sua obra “Com o Coração Saindo Pela Boca”. Também há muitos indígenas das duas Américas, africanos, um grupo criativo pertencente à cultura Sami, do norte da Escandinávia, assim como ciganos.

“Queria ampliar a forma como os artistas veem a história e oferecer um ponto de vista não ocidental, mesmo sendo ocidental. Dar espaço a diferentes visões de mundo”, resume.

Algumas “cápsulas do tempo”, com obras do passado e do presente, contribuem como ferramentas de reflexão e, de certa forma, propõem uma espécie de museu vivo.

Faltando poucos dias para a abertura ao público, nos dias dedicados à imprensa, Alemani conta como trabalhou para a nova edição, marcada não apenas pela pandemia, que a fez trabalhar a distância e pela Internet com os artistas, mas também pela recente guerra entre Rússia e Ucrânia, países que costumam contar com pavilhões nacionais.

“Não acho que censurar um artista russo, ou excluí-lo da Bienal, vá mudar alguma coisa no mundo. Mas, no caso do pavilhão russo, o artista representa o governo russo. Então, entendo que os artistas e o curador não queiram assumir o fardo de representar a Rússia na Bienal de 2022 e levar essa marca para o resto de suas vidas”, acrescentou Alemani. (com dados da Afp)

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

Leia também outras matérias da nossa revista.



Comentários
Array
(
    [0] => WP_Term Object
        (
            [term_id] => 2234
            [name] => Bienal de Arte de Veneza
            [slug] => bienal-de-arte-de-veneza
            [term_group] => 0
            [term_taxonomy_id] => 2234
            [taxonomy] => post_tag
            [description] => 
            [parent] => 0
            [count] => 9
            [filter] => raw
        )

    [1] => WP_Term Object
        (
            [term_id] => 10764
            [name] => Guerra na Ucrânia
            [slug] => guerra-na-ucrania
            [term_group] => 0
            [term_taxonomy_id] => 10764
            [taxonomy] => post_tag
            [description] => 
            [parent] => 0
            [count] => 206
            [filter] => raw
        )

    [2] => WP_Term Object
        (
            [term_id] => 11119
            [name] => Pavlo Makov
            [slug] => pavlo-makov
            [term_group] => 0
            [term_taxonomy_id] => 11119
            [taxonomy] => post_tag
            [description] => 
            [parent] => 0
            [count] => 1
            [filter] => raw
        )

    [3] => WP_Term Object
        (
            [term_id] => 1567
            [name] => Rússia
            [slug] => russia
            [term_group] => 0
            [term_taxonomy_id] => 1567
            [taxonomy] => post_tag
            [description] => 
            [parent] => 0
            [count] => 220
            [filter] => raw
        )

    [4] => WP_Term Object
        (
            [term_id] => 4500
            [name] => Ucrânia
            [slug] => ucrania
            [term_group] => 0
            [term_taxonomy_id] => 4500
            [taxonomy] => post_tag
            [description] => 
            [parent] => 0
            [count] => 194
            [filter] => raw
        )

    [5] => WP_Term Object
        (
            [term_id] => 521
            [name] => Veneza
            [slug] => veneza
            [term_group] => 0
            [term_taxonomy_id] => 521
            [taxonomy] => post_tag
            [description] => 
            [parent] => 0
            [count] => 179
            [filter] => raw
        )

)

ENQUETE

Você acha que a direita da Itália sairá vitoriosa nas eleições parlamentares de 25 de setembro?

Ver resultados

Carregando ... Carregando ...

NOSSO E-BOOK GRÁTIS

SIGA NAS REDES

HORA E CLIMA EM ROMA

  • 15h33
fique por dentro

Não perca
nenhuma
notícia.

Cadastra-se na nossa ferramenta e receba diretamente no seu WhatsApp as últimas notícias da comunidade.