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Antivax voltam às ruas na Itália para protestar contra passe sanitário

17 de janeiro de 2022 - Por Comunità Italiana
Antivax voltam às ruas na Itália para protestar contra passe sanitário

Movimentos antivax voltaram às ruas de Roma no último sábado (15) para protestar contra as restrições a não vacinados impostas pelo governo do premiê da Itália, Mario Draghi, definido pelos negacionistas como “inimigo número 1”. O protesto ocorreu na Piazza San Giovanni e exibiu inclusive um vídeo do arcebispo Carlo Maria Viganò, um dos principais desafetos do papa Francisco na Igreja Católica. Além disso, Cateno De Luca, prefeito de Messina, 13º município mais populoso do país, com 222 mil habitantes, montou acampamento em um cais para protestar contra o certificado sanitário.

“Aquilo que está acontecendo é de matriz anticristã. Seu protesto é corajoso e parte de princípios fundamentais, como o direito às liberdades naturais”, afirmou o religioso, que já deu entrevistas declarando que os governos “enganaram” os cidadãos por quase dois anos.

“Jesus Cristo vai lhes salvar, e não uma vacina experimental produzida com fetos abortados”, acrescentou Viganò, ignorando que os imunizantes em uso no mundo não estão em fase de testes.

Muitas vacinas em circulação hoje em dia, contra as mais diversas doenças, foram desenvolvidas com culturas celulares provenientes de tecidos de fetos abortados espontaneamente nos anos 1960 e 1970.

Como praticamente todos os imunizantes utilizam vírus inativos ou atenuados para gerar resposta imune, pesquisadores precisam replicá-los em culturas celulares para poder desenvolver e produzir vacinas.

Contudo, não se trata de células originais dos fetos, muito menos de bebês “abortados”, como disse Viganò, e esses componentes também não entram na fórmula dos imunizantes. O próprio Vaticano já afirmou que o uso de vacinas desenvolvidas com a ajuda dessas culturas celulares é “moralmente aceitável”.

Ex-núncio apostólico nos EUA, Viganò é inimigo declarado de Jorge Bergoglio e, em 2018, chegou a acusá-lo de ter se calado sobre denúncias de abusos sexuais cometidos pelo ex-cardeal americano Theodore McCarrick, que seria expulso do clero.

Além disso, é um dos pivôs do escândalo “Vatileaks”, que vazou documentos sigilosos e culminaria na renúncia de Bento XVI. Em 2016, o arcebispo foi removido por Francisco da Nunciatura em Washington e forçado a se aposentar.

“Inimigo número 1”

A manifestação em Roma reuniu algumas milhares de pessoas, a maioria delas sem máscaras – cujo uso ao ar livre é obrigatório na Itália -, e escolheu Draghi como principal alvo.

O premiê bancou recentemente a obrigatoriedade de vacinação anti-covid para maiores de 50 anos e impediu o acesso de pessoas não imunizadas ou que não estejam recém-curadas em locais como cinemas, academias, restaurantes, eventos esportivos e transportes públicos.

Estamos vivendo um regime anticonstitucional. Draghi é o inimigo público número 1, e precisamos derrubar esse governo. Estão preparando uma guerra”, disse um manifestante. “Gente como nós não desiste nunca”, reforçou o ator Enrico Montesano.

A Itália registrou nos últimos meses diversas ameaças de antivax contra defensores da vacinação e membros do governo e até uma invasão à sede da Confederação-Geral Italiana do Trabalho (Cgil), principal sindicato do país e acusada pelos negacionistas de não defender a liberdade da classe trabalhadora.

Recentemente, a imunologista Antonella Viola foi colocada sob escolta policial após receber uma carta com balas de arma de fogo em seu escritório, apenas por ter defendido publicamente a vacinação de crianças contra a covid.

Prefeito italiano acampa em cais contra certificado sanitário

Cateno De Luca, prefeito de Messina, reclama da exigência do chamado “passe verde reforçado” para a travessia de balsa entre a ilha da Sicília e a parte peninsular da Itália. Esse certificado é concedido apenas a pessoas vacinadas contra a covid ou que tenham se curado do doença há menos de seis meses.

Desde 10 de janeiro, o documento sanitário é exigido em transportes públicos e modais de longa distância, incluindo as balsas, o que fez diversos viajantes serem bloqueados em Messina, principal porta de entrada na Sicília para a Península Itálica.

“O Estado nos colocou sob sequestro violando o principio da continuidade territorial. Tudo bem cobrar o ‘superpasse verde’ nas balsas, mas de forma gradual”, declarou De Luca, que montou uma barraca de acampamento no cais de onde partem as embarcações e transferiu seu gabinete para o local.

O prefeito argumentou que, a partir de Villa San Giovanni, do outro lado do Estreito de Messina, é possível viajar para toda a Europa sem o “passe verde reforçado”. “Já na Sicília eu tenho de permanecer na Sicília, e também não é possível vir da Itália para a Sicília [sem o passe verde reforçado]”, acrescentou.

De Luca ainda prometeu que não vai sair do cais enquanto não tiver uma resposta do governo italiano. “Tentei me fazer ouvir pelas vias institucionais, mas não obtive respostas. Sinto que fui abandonado pelo Estado”, disse, fazendo a ressalva de que não quer ser “instrumentalizado por quem é contra as vacinas”.

“Eu sou a favor da vacinação, mas não com essas estratégias sorrateiras. O raciocínio é simples: se a vacina é segura, porque não torná-la obrigatória?”, criticou. O prefeito pede uma “moratória de 30 ou 40 dias” para dar tempo de as pessoas se vacinarem com a primeira e a segunda dose.

“Caso a pessoa não pretenda se vacinar, que [o governo] então não sacrifique os direitos primários da habitação e da tutela da liberdade de tratamentos médicos”, afirmou. (com dados da Ansa)

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

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