Um acordo para formar um governo de coalizão entre o Movimento 5-Estrelas e o Partido Democrático (PD) parecia mais próximo na segunda-feira após o PD abrir mão do veto a Giuseppe Conte para um novo mandato como primeiro-ministro.

Conte renunciou na semana passada. Seu restabelecimento —sustentado pelo 5-Estrelas, mas contestado pelo PD, de centro-esquerda PD— era considerado o maior empecilho para um acordo entre os dois partidos tradicionalmente antagônicos.

“Não há vetos, queremos conversar sobre políticas”, disse o líder do PD no Senado, Andrea Marcucci, a repórteres quando questionado sobre o bloqueio a Conte, quando saía de uma reunião com os principais representantes do partido, incluindo o dirigente Nicola Zingaretti.

Os líderes do 5-Estrelas estavam reunidos em um hotel de Roma para deliberar uma resposta.

O 5-estrelas está dividido entre aqueles que apoiam um acordo com o PD e outros que acreditam que isso abalaria ainda mais a imagem do partido, acelerando o declínio do apoio popular sofrido em 2018.

Conte renunciou ao cargo após o líder do partido de extrema-direita Liga, Matteo Salvini, visando capitalizar seu crescente apoio nas pesquisas, declarar o fim de sua coalizão de 14 meses com o 5-Estrelas e pedir a antecipação das eleições.

A tentativa de Salvini não avançou como esperado, já que o 5-Estrelas e o PD tentam formar uma aliança entre si, para deixar a Liga na oposição.

Apenas o chefe de Estado italiano, o presidente Sergio Mattarella, pode dissolver o Parlamento e esse será o caminho a ser seguido se os partidos não puderem chegar a um acordo para formar um novo governo. Mattarella deu ao PD e ao anti-establishment 5-Estrelas até terça-feira para que avancem no assunto, cujas prioridade seria aprovar o Orçamento para 2020. (Reuters)