A União Europeia estuda oferecer a seus Estados-membros 6 mil euros (cerca de R$ 26,5 mil, pela cotação atual) por cada migrante forçado resgatado no Mediterrâneo e acolhido no país, em uma forma de incentivar todos os integrantes do bloco a mostrarem solidariedade

A informação foi revelada pelo jornal “Financial Times”, que diz que a proposta será apresentada pela Comissão Europeia, poder Executivo da UE, nesta terça-feira (24). No entanto, o pagamento seria limitado a um número máximo de 500 pessoas.

Essa cifra corresponde a apenas 0,93% dos 53,269 mil deslocados externos que já cruzaram o Mediterrâneo até a Europa em 2018. Bruxelas também defenderá a criação de “centros controlados” para Estados-membros que se ofereçam para receber migrantes e refugiados.

Com isso, a UE espera convencer a Itália a permitir que navios que resgatam pessoas no mar ancorem em seus portos.

Números

Atualmente, o Estado-membro da UE que mais acolhe refugiados e solicitantes de refúgio em relação a sua população é a Suécia, com 292.608 (2,92% de seu total de habitantes).

Em seguida aparecem Malta, com 9.378 (2,03%); Áustria, com 171.567 (1,95%); Chipre, com 15.063 (1,69%); e Alemanha, com 1.399.669 (1,69%).

A Itália é o 11º, com 353.983 (0,58%), atrás de Grécia, com 83.220 (0,77%); Dinamarca, com 39.937 (0,69%); Holanda, com 109.678 (0,64%), Luxemburgo, com 3.541 (0,59%); e França, com 400.304 (0,59%).

Já os que menos acolhem são Portugal, com 1.668 (0,01%); Eslováquia, com 949 (0,01%); Croácia, com 919 (0,02%); Romênia, com 5.464 (0,02%); e Estônia, com 455 (0,03%).

Os dados são do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e do Banco Mundial.

(Agência ANSA)